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Ministério Público denuncia oito pessoas por participação em esquema que fraudava seguradoras

 Alvos foram investigados na Operação Abutre, desenvolvida na região de Araçatuba

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Oito pessoas investigadas na Operação Abutre, que mirou em esquema de fraude contra companhias de seguro, são alvos de denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) na quarta-feira (18/12). As três mulheres e os cinco homens poderão ser condenados por crimes de organização criminosa e estelionato cometidos em diversas ocasiões.  Foram cumpridos mandados em Araçatuba, Birigui, Buritama, Glicério e Belo Horizonte (MG).

Os envolvidos agiam abrindo empresas de fachada e contratando seguros de vida em favor delas, sendo que, em casos de sinistros, as indenizações seriam destinadas a funcionários. Em seguida, parte dos denunciados identificava, por meio de noticiários, pessoas falecidas em acidentes de trânsito. A partir daí, entravam em contato com os familiares dos falecidos, informando-os sobre a possibilidade de recebimento de indenizações securitárias. Com a concordância do familiar e de posse dos documentos e dados do morto, o grupo registrava o falecido como funcionário de alguma das empresas vinculadas aos criminosos, com data de início do vínculo trabalhista anterior ao óbito, emitindo Guia de Recolhimento do FGTS com dados falsos e prestando informações falsas à Previdência Social-GFIP e ao E-SOCIAL, fazendo constar perante os órgãos estatais um vínculo de trabalho que nunca existiu.

A OPERAÇÃO

A Operação Abutre foi deflagrada no dia 21 de novembro pela Polícia Federal e pel9 Gaeco. Aproximadamente 40 policiais federais cumpriram 2 mandados de prisão preventiva, 8 mandados de busca e apreensão nas cidades de Araçatuba/SP, Birigui/SP, Buritama/SP, Glicério/SP e Belo Horizonte/MG, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Birigui da Justiça Estadual do Estado de São Paulo.

A PF iniciou as investigações em Araçatuba, visto que recebeu informações da existência de um grupo criminoso que realizava fraudes contra seguradoras de vida, forjando vínculos trabalhistas de pessoas falecidas para acionar e receber prêmios dos contratos de seguro firmados pelas empresas vinculadas ao grupo.

O esquema criminoso se mostrou extremamente lucrativo, sendo que os valores ilícitos auferidos eram integralizados pelos investigados por meio da aquisição de propriedades imóveis e veículos.

A pedido da PF, a Justiça Estadual decretou, além das prisões e buscas, o bloqueio de bens e valores dos investigados no montante de aproximadamente R$ 110 milhões, bem como o sequestro do patrimônio identificado. Durante a operação foram apreendidos veículos de luxo avaliados em mais de R$ 1,5 milhão.

 

 

 

 

 

 

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