Medida intempestiva na Pompeu de Toledo
ímpeto inicial da administração leva gestores a anunciarem medidas e depois voltarem atrás. É o que aconteceu com a Prefeitura de Araçatuba. Na sexta-feira, após a interdição da Avenida Pompeu de Toledo, a assessoria da Prefeitura divulgou uma nota: “A Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Sosp) realizará, na próxima segunda-feira (20), uma primeira verificação da estrutura asfáltica da pista bairro-centro da avenida Joaquim Pompeu de Toledo, interditada desde as 13h desta sexta-feira (17). O trabalho será executado com um equipamento chamado viga Benkelman, especializado para medição da deflexão (afundamento) de estrutura asfáltica”. O trabalho não foi feito. No fim da tarde desta segunda-feira, distribuiu a seguinte nota oficial: ”Informamos que a ação prevista para verificação da estrutura asfáltica da avenida Joaquim Pompeu de Toledo, inicialmente marcada para esta segunda-feira, 20 de janeiro, foi suspensa. Esta decisão visa garantir uma avaliação mais completa e a devida notificação à GS Inima Samar. Em breve, divulgaremos uma nova data para a realização da verificação”. Ou seja, alguém foi precipitado nesta questão. É bom ir com calma.
Visita ao DER
A Prefeitura de Birigui está empenhada em conseguir a duplicação da Rodovia Teotônio Villela (Guatambu). Trata-se de uma via estratégica para aproximar as duas cidades. Por isso, nesta quarta-feira à tarde, a ´prefeita Samanta Borini e os secretários Wilson Carlos Bortini (Governo) e Carlos Farias (Desenvolvimento Econômico) estarão na Superintendência do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para pedir a duplicação da via. Trata-se de uma obra necessária. A via tem intenso movimento e já registrou vários acidentes. Antes de ser uma medida do ponto de vista de desenvolvimento econômico, é de segurança.
Mistérios da Pompeu de |Toledo
As obras e problemas da Avenida Pompeu de Toledo tem muitos mistérios. É preciso analisar a fundo todos os aspectos. Como Tadeu Consoni, ainda secretário de Planejamento Urbano e Habitação disse em entrevista à Rádio Cultura FM no dia 9 de dezembro que ocupantes de cargos comissionados não podem assinar projetos, permitiu que um engenheiro – Paulo Henrique Trigo assinasse o projeto da Pompeu. Mais do que isso, há informações de que uma Portaria, assinada por Dilador Borges Damasceno, deu amplos poderes ao engenheiro Trigo para resolver as questões da Pompeu. Ou seja, portaria foi contra a lei municipal que define es competências de cada cargo, assim como a legislação federal. Até mesmo o Ministério Público Federal está acompanhando isso mais de perto. Pena que a Câmara e p Crea-SP não cumpriram o seu papel.
Não pode esquecer o passado
O prefeito Lucas Zanatta, quando vereador, criticou a assinatura de projeto por profissional impedido legalmente de o fazer. Espera-se que agora, no Executivo, não cometa os mesmos deslises de seu antecessor. Não pode alegar que não sabia.
Levar administração pública a sério
A administração pública precisa ser levada a sério. Não é um encontro de família ou de amigos. A escolha de nomes para compor o governo não pode ser retribuição a favores recebidos ou gesto de solidariedade a quem está em dificuldade. O compromisso com a sociedade é muito maior. Quem não pensa assim paga o preço. E é elevado.
