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Após laudo da Prefeitura culpar a Samar por problemas na Pompeu, nota informa estudos em andamento para saber as causas

Na quinta-feira (30), mais um buraco surgiu no mesmo ponto onde uma roda de caminhão ficou presa e de causa à interdição determinada pelo prefeito Lucas Zanatta

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Os problemas no prolongamento da Avenida Joaquim Pompeu de Toledo surgiram mesmo antes da inauguração. No dia 16 de janeiro deste ano, um caminhão teve a roda dianteira presa em um buraco que se abriu. Este acidente levou o prefeito Lucas Zanatta (PL) a determinar a interdição da pista sentido bairro-centro em toda a extensão do trecho entre as ruas Anhanguera e Tupinambás. No dia 27 de janeiro o prefeito encaminhou à Agência Reguladora e Fiscalizadora Daea um laudo elaborado pela Secretaria de Planejamento apontando vazamento de emissário de esgoto como causa do problema. No entanto, na quinta-feira (30), surgiu maIs um buraco próximo ao local do acidente com o caminhão. A notícia publicada no portal da Prefeitura na sexta-feira (31), às 17h30, informa que “um estudo está em andamento para identificar as causas dos recorrentes afundamentos na região”. A própria Prefeitura já tinha dado o vazamento de esgoto como causa. Porém, agora diz que já estudo em andamento.

As causas os problemas vêm causando informações discrepantes desde a administração passada. Este conflito de informações persiste no atual governo e pelo visto está longe de acabar, já que a própria Prefeitura passa informações divergentes.

O prefeito Lucas Zanatta encaminhou, nesta segunda-feira (27), à Agência Reguladora e Fiscalizadora Daea, um laudo com parecer técnico elaborado pelos fiscais da Secretaria Municipal de Planejamento sobre a obra de ampliação da avenida Joaquim Pompeu de Toledo.

O documento foi elaborado por determinação do atual secretário municipal de Planejamento, Sandro Cubas. Em suas 104 páginas, os detalhes confirmam a avaliação preliminar do secretário, indicando vazamentos no emissário de esgoto como sendo a causa dos problemas na avenida. O laudo indica a troca do emissário antigo (concreto sem armação) de 400 mm por tubulação de 600 mm, na pista bairro-centro, desde a rua Peru “até onde for adequado o diâmetro”, diz notícia postada no portal da Prefeitura no dia 27 de janeiro (10 dias após a interdição) às 17h43. “No despacho desta segunda-feira, o prefeito Zanatta solicitou ao comissário-geral do Daea, Márcio Scatolin, que tome as providências necessárias com a concessionária GS Inima Samar para solução definitiva do problema”, conclui a notícia.

No dia 30 de janeiro (quinta-feira), de manhã, a reportagem do Portal Nossa Cidade (nossacidade.online) enviou e-mail à Prefeitura indagando sobre a questão da Pompeu. A resposta foi rápida ((12h19): “Sobre a avenida Pompeu de Toledo, o caso está agora com a Agência Reguladora e Fiscalizadora Daea. A Prefeitura já se manifestou sobre o problema em parecer técnico enviado à autarquia”, informou a Secretaria de Comunicação Social.

No mesmo dia a reportagem enviou e-mail à agência reguladora Daea sobre o assunto. A resposta foi rápida. “A AGRF recebeu o relatório técnico emitido através do serviço de fiscalização da PMA ao final do último dia 27/01/2025. Por ocasião do recebimento quanto ao referido relatório, a AGRF reuniu-se com a SAMAR em 28/01/2025 para tratativas técnicas iniciais”. Quanto à decisão sobre o caso, a agência Daea respondeu “A AGRF está analisando as informações constantes do relatório, a priori não temos parecer definitivo”.

SAMAR

Desde 2023 a GS Inima Samar mantém a versão de que os problemas registrados na Pompeu de Toledo não têm ligação direta com a sua rede de esgoto. Depois que o prefeito Lucas Zanatta despachou o laudo técnico elaborado por fiscais da Secretaria de Planejamento, o qual aponta problemas na rede de esgoto, a concessionária emitiu nova nota:

A GS Inima SAMAR executou sondagem na avenida Pompeu de Toledo, no local onde houve um incidente com um caminhão, e foi detectada uma galeria de água pluvial (água de chuva) construída fora das normas técnicas cuja vedação não estava adequada. Isso demonstra que é necessário que seja feita uma avaliação mais criteriosa acerca de toda a obra realizada pela Prefeitura.

Em contato com o laudo técnico emitido pela Prefeitura, que nos responsabiliza, notamos que não há documentação técnica nem embasamento suficientes; trata-se somente de uma opinião técnica de fiscalização.

A sugestão da GS Inima SAMAR de forma geral é que seja contratada assessoria técnica especializada para elaborar um laudo definitivo e imparcial.

A GS Inima SAMAR, como empresa parceira da Prefeitura, reafirma a disposição para participar da solução do problema, mas reforça que os eventos ocorridos na avenida não têm relação direta com suas redes de esgoto.”

 

EXPECTATIVA

Na notícia postada dia 27, a Prefeitura informa medidas que foram adotadas.

PROVIDÊNCIAS

A Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos) trabalhou no tamponamento do novo buraco para evitar que as chuvas agravem o problema. A pista no sentido bairro-centro, entre a rua Anhanguera (marginal da rodovia Marechal Rondon) e a rua Tupinambás, está interditada desde o primeiro incidente deste ano, em caráter emergencial, por tempo indeterminado.

O secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Sandro Cubas, afirmou que o novo afundamento reforça a necessidade da interdição, já que o local não oferece condições seguras para o tráfego. Um estudo está em andamento para identificar as causas dos recorrentes afundamentos na região”.

 

SOLUÇÃO

Com o retorno dos trabalhos legislativos, a expectativa é de que os vereadores da atual legislatura passem a acompanhar o que está acontecendo com a Pompeu, pois o investimento foi muito alto para a avenida ficar interditada.

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