Andradina lidera com folga as exportações e a balança comercial da Região de Araçatuba
Com a China como principal parceiro, município supera sozinho o volume exportado por Araçatuba, Birigui, Guararapes e Penápolis juntas
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
Dados divulgados na terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam que, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, os municípios da Região Administrativa de Araçatuba ampliaram suas exportações em 2025. As importações também cresceram, mas Andradina se destacou com ampla liderança tanto nas exportações quanto no saldo da balança comercial.
Sozinha, Andradina exportou mais do que Araçatuba, Birigui, Guararapes e Penápolis juntas, consolidando-se como o principal polo exportador da região. Araçatuba ficou em segundo lugar no volume exportado, mas apresentou balança comercial deficitária. Guararapes apareceu em terceiro lugar nas exportações e em segundo no saldo comercial. Birigui ocupou a quarta posição nas exportações e a terceira no saldo, enquanto Penápolis ficou em quinto lugar.
Perfil econômico da Região de Araçatuba
A Região Administrativa de Araçatuba é composta por 43 municípios, ocupando uma área de 18.558,91 km², o equivalente a 7,47% do território do Estado de São Paulo. A maior parte das cidades tem características rurais e população próxima a 10 mil habitantes.
Araçatuba e Birigui são os municípios mais populosos e economicamente diversificados, ambos com mais de 100 mil habitantes. A economia regional é fortemente baseada no agronegócio e na agroindústria, com destaque adicional para Birigui na produção de transformadores elétricos e calçados infantis.
Andradina lidera com ampla vantagem
Com cerca de 60 mil habitantes, Andradina foi o grande destaque regional em 2025. O município exportou US$ 723,3 milhões, crescimento de 0,8% em relação a 2024, e importou US$ 12,7 milhões, aumento de 554,9%. Ainda assim, registrou um superávit expressivo de US$ 510,5 milhões.
Andradina ocupa a 33ª colocação no ranking paulista de exportações e a 139ª no Brasil. A China foi o principal parceiro comercial, respondendo por 57,1% das vendas externas. O país asiático comprou US$ 298 milhões em produtos andradinenses, alta de 32,9%. O principal item exportado foi a carne bovina, que representou 70,3% do total.
Araçatuba tem déficit comercial
Com aproximadamente 210 mil habitantes, Araçatuba exportou US$ 52,7 milhões em 2025 e importou US$ 75,9 milhões, resultando em déficit de US$ 2,2 milhões na balança comercial. O município ocupa a 133ª posição no Estado e a 544ª no ranking nacional.
O açúcar lidera a pauta exportadora, com 44,4% do total. A Coreia do Sul foi o principal parceiro comercial, com 15,5% das negociações, movimentando US$ 11,4 milhões, crescimento de 147,3% em relação ao ano anterior.
Guararapes mantém forte superávit
Guararapes, com cerca de 32 mil habitantes, exportou US$ 73,6 milhões, crescimento de 6,4%, e importou apenas US$ 678,3 mil, queda de 29,8%. O saldo positivo da balança comercial foi de US$ 72,9 milhões.
O município está na 134ª colocação no ranking paulista e 555ª no Brasil. Os principais produtos exportados são tripas, bexiga e estômago bovinos, que representam 45,5% do total. O Vietnã é o maior parceiro comercial, com 35,6% das negociações.
Birigui amplia exportações, mas perde espaço nos EUA
Com população aproximada de 130 mil habitantes, Birigui exportou US$ 50,9 milhões em 2025, crescimento de 13,8%, e importou US$ 19,2 milhões, queda de 28,3%, alcançando superávit de US$ 31,6 milhões.
O município ocupa a 166ª posição no Estado e a 664ª no Brasil. Motores e conversores elétricos respondem por 39,2% das exportações. Os Estados Unidos seguem como principal parceiro, com 19,4% do volume, mas as vendas caíram 42,9%, totalizando US$ 9,8 milhões.
Penápolis fecha ano com saldo positivo
Penápolis, com 62 mil habitantes, exportou US$ 30,7 milhões, retração de 3,5%, e importou US$ 12,4 milhões, alta de 12,7%, fechando o ano com superávit de US$ 18,6 milhões.
O município ocupa a 204ª posição no ranking paulista e a 804ª no nacional. Couros preparados representam 48,9% das exportações. O México é o principal destino, com 47,9% do total, somando US$ 14,7 milhões, queda de 19,5% em relação a 2024.
