Intervenção na Avenida Arthur Ferreira da Costa durou apenas 10 dias e gerou filas, reclamações e repercussão negativa
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
Depois de uma série de reclamações de motoristas e repercussão negativa nas redes sociais, a Prefeitura de Araçatuba voltou atrás e alterou novamente o trânsito no cruzamento da Avenida Arthur Ferreira da Costa com a Rua Aviação.
A mudança mais recente foi feita na manhã desta segunda-feira (30) e praticamente retoma o modelo anterior de circulação. Agora, quem segue no sentido bairro-centro pode novamente virar à direita, além de seguir em frente ou converter à esquerda — como já acontecia antes da intervenção.
Mudança durou 10 dias e gerou caos
A alteração inicial, implantada no dia 20 de março pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, havia bloqueado a faixa da direita, impedindo a conversão nesse sentido. A medida rapidamente provocou congestionamentos, filas extensas e irritação entre os motoristas.
O tema ganhou força nas redes sociais e chegou até a Câmara Municipal, ampliando a pressão sobre a administração.
Prefeitura justifica, mas evita responder questionamentos
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura não respondeu diretamente aos questionamentos e enviou apenas um texto padrão.
Segundo a nota, a Secretaria de Mobilidade Urbana afirma que realizou estudos técnicos no local e que a nova configuração — com divisão do fluxo em duas faixas — busca melhorar a segurança viária.
“Após essa semana de intervenção, verificamos que essa opção contribui para reduzir riscos de acidente e manter o fluxo de trânsito”, afirmou o secretário Júlio dos Santos.
Ele também defendeu que mudanças no trânsito costumam gerar resistência inicial:
“Toda mudança traz algum desconforto no começo. Com dados corretos e argumentos sérios os resultados aparecem.”
Contradição e falta de justificativa
Apesar da justificativa oficial, a nova alteração praticamente desfaz a mudança anterior, que havia sido apresentada como solução técnica para o local.
Além disso, levantamento no sistema Infosiga não aponta registros recentes de acidentes no trecho que justificassem a intervenção inicial.
Na prática, a sequência de mudanças em curto espaço de tempo expõe falhas no planejamento e levanta questionamentos sobre os critérios adotados pela gestão municipal.
Vai mudar de novo?
Com o histórico recente, motoristas que passam diariamente pelo local agora convivem com a incerteza: a nova configuração será definitiva ou novas alterações ainda podem ocorrer?
Enquanto isso, o episódio reforça um problema recorrente — intervenções no trânsito sem ampla comunicação e testes adequados acabam gerando mais transtornos do que soluções.






