Especialista destaca que consultas regulares ajudam a prevenir doenças como catarata, glaucoma e degeneração macular, preservando a qualidade de vida dos idosos
No próximo 26 de julho, o Brasil celebra o Dia dos Avós, uma data dedicada a homenagear aqueles que desempenham papel fundamental na vida das famílias. Mais do que celebrar a convivência entre gerações, a ocasião também chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde na terceira idade, especialmente com a visão.
Segundo o oftalmologista Dr. Arthur Franco Brun, do H.Olhos de São Paulo, o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças oculares que podem comprometer a autonomia e a qualidade de vida dos idosos.
Envelhecimento afeta naturalmente a visão
De acordo com o especialista, os olhos envelhecem juntamente com o restante do organismo.
Com o passar dos anos, o cristalino — lente natural do olho — perde flexibilidade, provocando a presbiopia, popularmente conhecida como “vista cansada”. Além disso, a produção de lágrimas diminui, favorecendo o surgimento do olho seco.
“O olho seco pode causar sintomas como ressecamento, ardor e visão instável. A boa notícia é que há tratamentos simples e eficazes, e o acompanhamento com o oftalmologista ajuda a manter o conforto e a qualidade da visão”, explica o médico.
Além da idade, fatores como menopausa, uso prolongado de telas, alguns medicamentos e doenças sistêmicas também podem agravar os problemas oculares.
Catarata, glaucoma e degeneração macular exigem atenção
Entre as doenças mais frequentes na terceira idade estão a catarata, o glaucoma e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Segundo Arthur Franco Brun, a catarata provoca visão embaçada, mas possui tratamento cirúrgico com elevados índices de sucesso.
Já o glaucoma costuma evoluir silenciosamente e pode causar perda irreversível da visão quando não diagnosticado precocemente.
A degeneração macular, por sua vez, compromete a visão central, dificultando atividades como leitura e reconhecimento de rostos.
Consultas anuais são fundamentais
O especialista alerta que muitas doenças evoluem lentamente e sem sintomas evidentes.
Em diversos casos, o cérebro acaba compensando a perda gradual da visão, fazendo com que a pessoa acredite estar enxergando normalmente e adie a procura por atendimento médico.
Por isso, a recomendação é que pessoas com mais de 60 anos realizem consulta oftalmológica pelo menos uma vez por ano.
Pacientes com diabetes, hipertensão ou doenças oculares já diagnosticadas podem necessitar de acompanhamento a cada três ou seis meses, conforme orientação médica.
Atenção aos sinais
Alguns comportamentos podem indicar perda da capacidade visual.
Esbarrar frequentemente em móveis, tropeçar, aproximar-se muito da televisão, apertar os olhos para enxergar, reclamar de visão embaçada, dores de cabeça frequentes e dificuldade para leitura são sinais que merecem investigação.
Segundo o oftalmologista, manter a saúde ocular em dia é essencial para preservar a independência, a segurança e o convívio familiar.
“Uma boa visão permite que os avós continuem lendo histórias para os netos, mostrando fotografias antigas, ensinando brincadeiras e acompanhando de perto o crescimento da família, sem perder nenhum sorriso”, conclui.






