No dia 18 de dezembro de 2023, depois de outras manobras para reajustar o salário dos assessores, os vereadores conseguiram o que queriam. Mas isso foi em uma sessão extraordinária convocada às pressas (respeitando os prazos legais), numa segunda-feira de manhã. O aumento foi aprovado. Enquanto o vereador ganhava R$ 6,5 mil, um assessor parlamentar teve o salário aumentado para mais de R$ 16 mil e o chefe de gabinete passou a ter salário superior a R$ 18 mil. Até o mais ingênuo e puro eleitor percebe que há algo estanho nisso tudo. Por que o vereador sofrer desgaste político para reajustar o salário dos assessores ao invés de reajustar os próprios salários? Porém, a medida foi barrada na justiça.
Resposta veio por meio de ação do MP
No ano passado, o Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizou ação contra a ex-presidente da Câmara, Cristina Munhoz, com denúncia de praticar a “rachadinha”. Ou seja, cobrava parte do salário de assessores. A prática é sempre lembrada na Câmara de Araçatuba e já teve vereador condenado por isso. Isso poderia explicar o empenho em reajustar o salário dos assessores. Mas não significa que todos os vereadores são adeptos desta prática. Mas isso merece uma apuração mais profunda dos órgãos policiais.
Falar menos e mostrar mais trabalho
Ninguém pode criticar os secretários municipais de Araçatuba de fugirem da imprensa. Quase todos os dias tem um secretário dando entrevista a uma emissora local. Isso é importante, como é importante também assumir o trabalho que precisa ser feito. A Pompeu de Toledo está interditada, moradores de Engenheiro Taveira ainda enfrentam muitos problemas, novo terminal rodoviário urbano também tem problemas sérios. Porém, nas entrevistas pouco se fala sobre estes e outros problemas que atingem cidadãos de Araçatuba. Dar esclarecimentos é muito bom. Mas mostrar serviço é ainda melhor.
Cancelada a participação de secretários
Está programado para esta sexta-feira, em Araçatuba, um evento regional sobre gestão administrativa. A Prefeitura de Araçatuba tinha reservado 25 vagas, sendo 14 secretários e chefe de gabinete e mais 10 que seriam escolhidos. Porém, nesta quinta-feira, foi cancelada a ratificação de inexigibilidade de licitação. As reservas forma canceladas. O investimento era de pouco menos de R$ 7 mil.






