Mulher que estava com o juiz também foi denunciada; Fernando Augusto Fontes Rodrigues Júnior fala com a imprensa e diz ter medo de ser preso
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
Na quinta-feira (13), o promotor de justiça Adelmo Pinho denunciou formalmente o juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Júnior e a desempregada Carolina Silva de Almeida, pela morte de Thais Bonatti de Andrade. O acidente foi no dia 24 de julho deste ano por volta de 10h46, próximo à rotatória das avenidas João Arruda Brasil e Valdemar Alves. Testemunhas disseram que o juiz aposentado apresentava sinais de embriaguez, o que foi atestado pelo perito. Em entrevista aos jornalistas Márcio Zeni e Vítor Moretti, da TV TEM (G1 São José do Rio Preto/Araçatuba), o juiz disse que tem medo de ser preso.
De acordo com o que foi apurado pela polícia em inquérito, base para a denúncia feita pelo promotor, o juiz aposentado chegou a uma boate na Avenida Mário Covas, em companhia de Carolina Silva de Almeida, no início da madrugada do dia 24 de julho.Por volta de 10 horas, os dois deixaram o local. Tanto o proprietário da boate como um motorista de aplicativo perceberam que ele não tinha condições de dirigir e tentaram demovê-lo da ideia. Sem sucesso. O juiz aposentado e sua acompanhante saíram em uma Ford Ranger.
Fernando Rodrigues chegou a transitar na contramão de direção na Rua Tibiriçá entre as ruas Luiz Nogueira Martins e Porangaba. De acordo com o trabalho policial, transitou pela Mário Covas, convergiu na Luiz Nogueira Martins e depois, na contramão, na Rua Tibiriçá até a Porangaba, chegando à João Arruda Brasil. Próximo à rotatória com a Valdemar Alves, chegou a parar a caminhonete, quando a acompanhante, seminua, sentou em seu colo e o veículo entrou em movimento, momento em que atingiu a Thaís Bonatti, que estava em uma bicicleta. O veículo passou sobre a vítima, causando politraumatismo, que foi a causa morte.
Com depoimento de testemunhas e imagens de câmeras, a polícia conseguiu refazer o trajeto feito pelo juiz aposentado, assim como estabelecer a dinâmica do acidente. Na avaliação do promotor diante de todo o material obtido, o juiz aposentado agiu com dolo eventual, pois assumiu o risco. Da mesma forma, a sua acompanhante. Devido às condições financeiras do juiz, o promotor pediu indenização no valor de R$ 500 mil e de R$ 50 mil para a acompanhante.
POSIÇÃO DO JUIZ
Na entrevista aos jornalistas Márcio Zeni e Vítor Moretti, da TV TEM, o juiz negou que estivesse embriagado no momento do acidente. Negou, também, que tenha mantido relação sexual com a acompanhante antes do acidente. Afirmou que tem medo de ser preso.
Foto – Reprodução TV TEM






