Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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TCE inicia apuração de representação feita pelo Observatório Social sobre construção de novo terminal urbano de Araçatuba

Inaugurado no dia 23 de dezembro e com operações iniciadas no dia 30, novo terminal foi interditado pela atual administração.

TCE inicia apuração de representação feita pelo Observatório Social sobre construção de novo terminal urbano de Araçatuba

Inaugurado no dia 23 de dezembro e com operações iniciadas no dia 30, novo terminal foi interditado pela atual administração devido aos problemas apresentados

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Por meio do processo número 00009496.989.25-2, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo iniciou apuração da representação feita pelo Observatório Social do Brasil,  escritório de Araçatuba, em relação à licitação, contrato e construção do novo terminal urbano do município, na Rua Rosa Cury com Silva Manoel, no Bairro São Joaquim. O terminal, que gerou polêmica desde quando foi anunciado pelo então prefeito Dilador Borges Damasceno, foi inaugurado em 23 de dezembro de 2024 e entrou em operação no dia 30, apresentou problemas poucas semanas depois. Os problemas aumentaram e acabou sendo interditado, passando as operações de ônibus coletivos para o antigo terminal.

De acordo com a Prefeitura, o novo terminal custou R$4,8 milhões aos cofres públicos. Porém, funcionou apenas três meses. No dia 31 de março de 2025, as operações voltaram para o antigo terminal. Diante de possíveis irregularidades, o Observatório Social do Brasil decidiu fazer representação ao Tribunal de Contas do Estado para que tudo seja apurado de forma técnica. Dependendo dos resultados, o próximo passo pode ser uma ação na esfera judicial para buscar a penalização, não apenas da empresa responsável, mas também daqueles que tinham o dever de fiscalizar e não o fizeram, permitindo mais uma vez danos ao erário. 

Pouco mais de um mês de operação do terminal, com muitas reclamações devido aos atrasos, a roda de um ônibus afundou em uma grade, bloqueando a passagem. O prefeito Lucas Zanatta esteve no local e constatou alguns problemas. Porém, nas  semanas seguintes, os problemas se agravaram. A reportagem do Portal Nossa Cidade (nossacidade.online) esteve no local e constatou rachaduras em vários pontos, desníveis, afundamento de guias, vazamentos e até mesmo a ausência do motor do sistema de hidrante. Aparentemente o prédio construído não correspondia ao projeto original e ao que foi licitado, conforme documentos aos quais a reportagem teve acesso.

Com o agravamento da situação, o prefeito Lucas Zanatta optou pela interdição, transferindo as operações para o antigo terminal no dia 31 de março.

O Observatório Social do Brasil juntou vários documentos e reportagens, além de publicações da própria Prefeitura para instruir a representação ao Tribunal de Contas do Estado, que foi protocolada no dia 21 de maio. A representação começou a tramitar no dia 23 de maio, no gabinete do conselheiro Renato Martins Costa. 

Na terça-feira, 10 de junho, a Prefeitura divulgou que abriu processo administrativo contra a empresa responsável pela construção do terminal, citando que a mesma pode ser multada em 10% do valor da obra e sofrer outras punições. 

Como o Tribunal de Contas iniciou as avaliações em maio e a Prefeitura também está realizando o seu trabalho, espera-se que outros órgãos, como o Ministério Público do Estado de São Paulo, também instaure procedimento para apurar responsabilidades. Afinal, trata-se de  uma obra de quase R$ 5 milhões que está fechada. É preciso apurar com rigor e punir os responsáveis.

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