Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Três escolas estaduais de São Paulo estão entre as vencedoras do Prêmio Ciência Para Todos de 2024

Escolas premiadas são das cidades de São Carlos, Tanabi e Cachoeira Paulista; troféu foi entregue no Museu Catavento, na capital.

Três escolas estaduais de São Paulo estão entre as vencedoras do Prêmio Ciência Para Todos de 2024

Escolas premiadas são das cidades de São Carlos, Tanabi e Cachoeira Paulista; troféu foi entregue no Museu Catavento, na capital paulista

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

Estudantes e professores de três escolas da rede estadual de ensino foram reconhecidos com o Prêmio Ciência Para Todos 2024, entregue em cerimônia realizada no Museu Catavento, em São Paulo, nesta quarta-feira (6). Em sua terceira edição, o prêmio, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Fundação Roberto Marinho, celebrou projetos inovadores que aliam a ciência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

As representantes da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) são a Escola Estadual Jesuíno de Arruda, de São Carlos, Escola Estadual Padre Fidelis, de Tanabi, e Escola Estadual Severino Moreira Barbosa, de Cachoeira Paulista. Essas unidades conquistaram o prêmio com projetos que exploram temas como igualdade de gênero, inclusão e meio ambiente. Os seis grupos vencedores das duas categorias – Ensino Fundamental e Ensino Médio – terão a oportunidade de visitar centros de pesquisa apoiados pela Fapesp como parte da premiação. Os professores orientadores das equipes premiadas receberão, também, notebooks como incentivo ao trabalho de orientação e desenvolvimento de projetos científicos.

Na Escola Estadual Jesuíno de Arruda, em São Carlos, o projeto sobre igualdade de gênero, coordenado pela professora de ciências Simone Camila Bogni, envolveu discussões e atividades para promover a inclusão de meninas em todos os espaços da escola. Segundo a professora, a ideia de criar o projeto surgiu a partir da observação de atitudes que demonstram o machismo estrutural. “Percebemos a necessidade de dar espaço às meninas na escola, especialmente nas áreas comuns, como as quadras de esportes, que antes eram dominadas pelos meninos”, explica.

O projeto desenvolveu atividades para fortalecer o empoderamento feminino e desconstruir rivalidades entre as meninas, promovendo debates e ações que permitiram às alunas reconhecer seu potencial e ocupar espaços na escola. “Nosso projeto valoriza o talento feminino e a ocupação dos espaços pelas meninas. Foi incrível ver a felicidade delas usando a  quadra. No começo, todos estranharam, mas logo perceberam que o espaço é de todo mundo, inclusive os meninos. Estamos conseguindo chegar no nosso objetivo e ano que vem tem mais”, continua a professora.

“Falando por todo mundo, a sensação de felicidade foi a maior. E poder ver que o nosso projeto teve o reconhecimento de que ele é fundamental para a nossa sociedade, para os nossos jovens, isso trouxe uma felicidade para a gente, porque nós somos mulheres, a gente quer que futuramente a gente tenha um espaço para a gente ser livre e trabalhar com o que a gente quer. Então, isso foi uma experiência sensacional”, afirma a aluna sãocarlense Amanda Maria Martins, do 9º ano do Ensino Fundamental.

Laura Aguiar, uma das alunas premiadas da escola de Tanabi, falou sobre a experiência de estar na capital paulista pela primeira vez para a premiação. “Foi uma experiência nova. No começo, ficamos inseguros, mas com o apoio da nossa professora e diretoria de ensino, seguimos em frente. Foi lindo estar aqui, recebendo esse reconhecimento ao lado de outras escolas públicas, que muita gente não dá nada e mesmo assim estamos batalhando”, relata Laura. Os alunos de Tanabi foram orientados pela professora Natália Regina Cesaretto.

No Ensino Médio, além da Escola Estadual Padre Fidelis, de Tanabi, a Escola Estadual Severino Moreira Barbosa, de Cachoeira Paulista, foi reconhecida por seu projeto. Os estudantes da unidade de ensino de Cachoeira Paulista foram orientados pela professora Luziene Soares Alves.

A cerimônia no Museu Catavento, um dos principais espaços dedicados à divulgação científica em São Paulo, reuniu professores, alunos e representantes da área da educação.

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