Acadêmicos e docentes apresentaram pesquisa sobre autismo em indivíduos com Síndrome de Down no CBND 2025, em São Paulo
DA REDAÇÃO – AARAÇATUBA
O Unisalesiano participou com destaque do 1º Congresso Brasileiro de Neurodesenvolvimento (CBND 2025), realizado de 24 a 26 de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP). O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), reuniu especialistas e estudantes de diversas áreas da saúde para discutir avanços científicos e desafios no cuidado de pessoas com transtornos do neurodesenvolvimento.
A Instituição foi representada pelos docentes do curso de Medicina, Dr. Hugo Yamanoi e Dra. Carolina Marçal, além das acadêmicas Fernanda Bertechine Gonzalez Amantea e Bruna Soares dos Reis Aranha, ambas do 9º termo. Um dos destaques foi a apresentação do pôster científico “Prevalência de transtorno do espectro autista em indivíduos com síndrome de Down”, produzido por membros da Liga Acadêmica de Psiquiatria “Nise da Silveira”.
Segundo a aluna Fernanda Bertechine, o objetivo do trabalho foi analisar a relação entre as duas condições com base em evidências científicas. “Concluímos que o diagnóstico precoce é essencial para promover o desenvolvimento global dos pacientes. Participar do congresso nos permitiu ampliar o debate sobre o tema e ressaltar a necessidade de mais estudos na área”, afirmou.
A estudante Bruna Aranha destacou a riqueza da programação do evento. “Foi uma grande oportunidade de aprendizado. As discussões reforçaram a importância da integração entre Pediatria, Psiquiatria e Neurologia no cuidado com crianças e adolescentes”, disse.
O CBND 2025 abordou temas como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), doenças raras, deficiência intelectual e estratégias de intervenção precoce. Profissionais de áreas como genética médica, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e outras especialidades participaram ativamente das discussões.
Para o Dr. Hugo Yamanoi, o estudo do neurodesenvolvimento é fundamental para a qualidade da assistência. “Quanto antes os transtornos forem identificados, maiores as chances de intervenção eficaz. Aquilo que não é estudado, não é diagnosticado — e, portanto, não é tratado”, pontuou.
A médica psiquiatra Dra. Carolina Marçal também ressaltou a importância do evento. “Foi uma experiência significativa estar ao lado de grandes nomes da área, debatendo práticas clínicas baseadas em evidências e desafios no cuidado integral ao neurodesenvolvimento. Isso reforça nosso compromisso com uma atuação ética e atualizada.”
A participação no CBND 2025 também foi elogiada pelo pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação do Unisalesiano, Prof. André Ornellas. Para ele, a presença no congresso reforça o compromisso institucional com a formação acadêmica de excelência e o incentivo à pesquisa. “Eventos como esse oferecem experiências valiosas de aprendizado e fortalecem a atuação de nossos alunos e professores na área da saúde mental”, concluiu.






