Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Vereador fala em “gabinete do ódio” após ataques e crise entre Câmara e Prefeitura em Araçatuba

Damião Brito e Luís Boatto dizem que vão registrar boletim de ocorrência para apurar ataques em redes sociais e aplicativos;.

Vereador fala em “gabinete do ódio” após ataques e crise entre Câmara e Prefeitura em Araçatuba

Damião Brito e Luís Boatto dizem que vão registrar boletim de ocorrência para apurar ataques em redes sociais e aplicativos; vereador afirma que pessoas ligadas ao governo municipal estariam por trás das ofensivas

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

O vereador Damião Brito (Rede Sustentabilidade) afirmou que ele e o vereador Luís Boatto (Solidariedade) estudam medidas judiciais e vão registrar boletim de ocorrência após ataques recorrentes nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Segundo Brito, os ataques teriam origem em pessoas ligadas à administração municipal.

“Vamos registrar boletim de ocorrência para que tudo seja investigado, inclusive de onde vêm partindo tais ataques”, declarou o parlamentar.

Damião afirmou ainda que pessoas próximas ao governo, ocupando cargos com salários entre R$ 13 mil e R$ 20 mil, estariam envolvidas nas ofensivas políticas. “Estão criando um gabinete do ódio”, disse o vereador.

Apesar das críticas, Brito afirmou manter bom relacionamento com o prefeito Lucas Zanatta, mas declarou que determinados assessores estariam contribuindo para desgastar a relação entre Executivo, Legislativo e população.

Projetos polêmicos antecederam aumento dos ataques

Damião Brito e o vereador Gilberto “Batata” Mantovani são autores do projeto de lei que estabelece prazo máximo de 30 dias para agendamento de consultas na rede pública de saúde.

Segundo Brito, após conversar com o prefeito, decidiu pedir o adiamento da votação da proposta por três sessões. Ainda assim, o projeto teria desagradado integrantes do governo.

Já o vereador Luís Boatto é autor do projeto que cria o chamado bolsa-atirador, benefício voltado a integrantes do Tiro de Guerra em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com Boatto, a proposta surgiu a partir de integrantes do próprio Tiro de Guerra e não dentro do gabinete parlamentar.

Veto do prefeito gerou reação na Câmara

O projeto do bolsa-atirador foi aprovado pela Câmara Municipal, mas acabou vetado integralmente pelo prefeito Lucas Zanatta. Durante a discussão do veto, vários vereadores se manifestaram favoráveis à proposta e ironizaram a justificativa apresentada pela Prefeitura, que mencionava atribuições da Presidência da República.

Após os debates envolvendo os dois projetos, os ataques aos vereadores teriam sido intensificados, principalmente em perfis de redes sociais identificados como próximos da administração municipal.

Segundo Damião Brito, um print de material distribuído via WhatsApp mostra o nome de uma pessoa que integra o comando do PL em Araçatuba e também faz parte do governo municipal.

Vereador compara situação a “gabinete do ódio”

Ao comentar o cenário, Damião Brito associou a situação local ao termo “gabinete do ódio”, expressão que ganhou notoriedade nacional em referência a um suposto grupo ligado ao vereador Carlos Bolsonaro, acusado de promover ataques virtuais contra adversários políticos durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o vereador de Araçatuba, o agravamento da crise política entre Executivo e Legislativo não interessa à cidade.

“Quem perde com esse endurecimento é a população, que já enfrenta vários problemas”, afirmou.

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