O prefeito de Araçatuba, Lucas Zanatta (PL) desde o início de seu mandato tem falado na independência dos poderes. Pelo visto os vereadores estão levando isso muito a sério. O prefeito tem acumulado derrotas no legislativo, como ocorreu na sessão de segunda-feira, onde até vereadores aliados votaram contra a subvenção à empresa TUA. Além disso, derrubaram vetor prefeito a projeto de lei que institui programa social. Pelo andar da carruagem, outras derrotas podem vir. O descontentamento com os rumos da administração é visível. Pela posição do prefeito, está tudo normal e caminhando normalmente. É só sorrisos em suas postagens.
Presença sem convencer
Um importante nome do governo esteve presente na Câmara durante a votação, como se sua presença fosse suficiente para fazer os vereadores mudarem de posição. O nome deste importante integrante do governo já esteve cotado para assumir a coordenação política do governo. Se foi um teste, foi reprovado. Os vereadores simplesmente o ignoraram. Sua presença apenas expressou a sua insignificância política. Importância mesmo apenas dentro do limitado grupo do governo.
Demissão para se analisar
A exoneração de ocupante de cargo comissionado é fato normal em uma administração. Porém, quando a exoneração ocorre em uma pasta que trocou de secretário em poucos meses de governo, é preciso olhar com outros olhos. Quando a pessoa que deixou o cargo foi alguém que esteve ao lado do prefeito durante toda a campanha e até mesmo ao lado de um parente muito próximo do prefeito, chama a atenção ainda mais. É acompanhar os desdobramentos da saída do Roberto Carlos Rissato. Trata-se de policial militar aposentado e muito querido.O que aconteceu? Ficou descontente com algo que não aprova ou descontentou alguém pelo seu posicionamento?
Desenvolvimento chega às pequenas cidades
Quem pensa que rachadinha é coisa de cidades grandes e médias como Rio de Janeiro, Araraquara, Araçatuba e várias outras, e gente importante, como Flávio Bolsonaro, que agora quer ser presidente, está enganado. A diferença é que no Rio de Janeiro, a importância de Bolsonaro barrou a investigação e em Araçatuba, a omissão dos vereadores impediu simplesmente que fosse investigado. Optaram por arquivar a denúncia. Já em Araraquara, o vereador foi cassado. Não há competência ou aliados tão fortes como Flávio Bolsonaro e o vereador de Araçatuba. Mas isso é assunto para outro dia. A rachadinha já chegou a cidades em que o vereador não tem assessor. Mas seus apaniguados políticos, aqueles que conseguem uma boquinha na Prefeitura, têm que pagar o pedágio. Adivinhem de qual partido? Dois patinhos na lagoa (como dizia Sidney Cinti) de prêmio para quem acertar.






