Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Requerimento que gerou muita discussão

Vinheta painel de notícias

O requerimento da vereadora Solange Nery Rodrigues, a Sol do Autismo, sobre a cessão de servidor em estágio probatório à Câmara Municipal, aparentemente não tinha endereço certo. Referia-se apenas a uma situação genérica. Porém, a vereadora, talvez “sem querer querendo", mexeu em um vespeiro. Se ela mirou em uma abelha, acabou acertando um enxame. Pois a cessão de servidor aprovado em concurso em determinada função e em secretaria específica, para entendidos, é irregular. Dependendo do padrinho político, nem mesmo ocupava o cargo para o qual foi aprovado e já era transferido para outro setor. Para  entendidos, isso é uma forma de burlar o concurso, privilegiando apaniguados políticos. 

Necessário estender a apuração para toda administração pública

Diante da gravidade do quadro exposto pelo requerimento da vereador Sol do Autismo, há quem defenda estender a apuração para toda a administração pública e não apenas de cessão ao legislativo. Além disso, há casos em que o servidor cedido recebeu da Prefeitura e da Câmara. Portanto, o assunto é mais grave do que pareceu inicialmente.

Pressão sobre a presidente para impedir apuração

A coluna teve informação - não confirmada oficialmente - de que a presidência da Câmara teria sido procurada para tentar impedir a apuração do caso de servidor cedido. Se isso realmente aconteceu, é um desrespeito com todo o legislativo e principalmente com a vereadora autora do requerimento, que simplesmente está cumprindo o seu papel principal, que é fiscalizar. Tentar impedir um vereador ou vereadora de fazer o seu trabalho é algo inadmissível. 

Fora do poder, mas sem perder a autoridade

O vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa, ex-presidente da Câmara, não conseguiu se reeleger em 2024. No entanto, mesmo  fora do poder, mantém sua autoridade. Não é o caso de “rei morto, rei posto". Dizem que ele continua dando as cartas em determinados setores da política local. E até mesmo antigos adversários políticos o procuram em momentos de dificuldade. Dunga sabe como manter espaços.

Espera-se que as profecias estejam erradas

O ex-prefeito de Ilha Solteira, Otávio Gomes, é um jovem candidato a deputado federal. Ex-prefeito de Ilha Solteira, Otávio Augusto Giantomassi Gomes tem 39 anos e é engenheiro. Ele é filho dos ex-prefeitos de Ilha Solteira, Odília Giantomassi Gomes e Edson Gomes (ex-deputado estadual) e sobrinho do ex-deputado federal Etivaldo Vadão Gomes. Em redes sociais, aliados e correligionários de Otávio chegam a falar que ele vai continuar o trabalho do pai e do tio (a maioria esquece que a mãe foi prefeita) dizem que ele tem exemplos a seguir. Mas é melhor. Condenado à prisão, Edson Gomes foi eleito em 2026, mas só apareceu para a posse nos momentos finais. Foi preso logo em seguida. Apareceu para a posse apenas para que o seu filho - Otávio - eleito como vice, pudesse assumir a Prefeitura. Os mandatos de Vadão Gomes, o tio, também,, foram marcados por sucessivos escândalos e até mesmo pedido de cassação de seu mandato. Portanto, é bem melhor Otávio Gomes construir sua própria carreira política. e esquecer ewxemplos do passado.

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