Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Alunos da FEI criam aplicativo que calcula rotas seguras em São Paulo

Safast cruza boletins de ocorrência com mapas urbanos e sugere caminhos alternativos para evitar áreas de risco DA REDAÇÃO –.

Safast cruza boletins de ocorrência com mapas urbanos e sugere caminhos alternativos para evitar áreas de risco

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

Um grupo de alunos do curso de Ciência da Computação do Centro Universitário FEI desenvolveu o Safast, um aplicativo urbano que ajuda os usuários a escolherem rotas mais seguras na cidade de São Paulo, evitando regiões com maior índice de criminalidade.

O projeto foi apresentado no INOVAFEI, evento de inovação da instituição, onde venceu na categoria do curso e também na categoria geral, superando iniciativas de diferentes áreas.

Tecnologia a favor da segurança

O Safast utiliza o algoritmo A* para calcular rotas, combinando dados de Boletins de Ocorrência (B.O.s) com mapas urbanos gerados pela biblioteca Python OSMNX, que constrói gráficos detalhados de ruas e avenidas a partir de dados públicos.

Diferente dos sistemas de navegação convencionais, o aplicativo não considera apenas a distância. Cada crime registrado é transformado em um “peso” no grafo de ruas: quanto maior a incidência de crimes, maior o peso, levando o algoritmo a priorizar caminhos alternativos.

“Diversos testes e análises foram realizados até alcançar um resultado satisfatório”, explica Rodrigo Doraciotto, um dos integrantes do grupo, formado também por Bruna Borelli, Guilherme Quirino e Pedro Lucas Adorno, sob orientação da professora Leila Bergamasco.

Testes e impacto social

Durante o evento, o aplicativo foi testado em rotas reais envolvendo regiões como Butantã, Jabaquara e Pinheiros, além de trajetos específicos como Farol Santander–USP. O público pôde inserir endereços de casa ou trabalho e visualizar caminhos alternativos, validando a proposta.

Embora ainda não cubra todos os bairros com dados criminais completos, o Safast tem potencial de expansão para outras cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro, desde que haja bases públicas compatíveis.

“O objetivo é tornar os deslocamentos urbanos mais seguros, utilizando informações reais e históricas para orientar os usuários”, reforça Doraciotto.

Desafios e próximos passos

O desenvolvimento enfrentou dificuldades, como acesso limitado a dados e necessidade de infraestrutura tecnológica robusta, garantida por serviços pagos de nuvem como AWS e Railway. Por isso, o protótipo funcional foi temporariamente desativado após o evento.

O grupo pretende registrar a patente e seguir com o aprimoramento da plataforma, incorporando navegação completa e testes em situações reais.

Mais do que uma solução tecnológica, o Safast nasceu da vontade dos estudantes de criar algo com impacto social positivo. “Foi o reconhecimento de todo o esforço investido e a certeza de que a ideia pode transformar a mobilidade urbana”, comemoram os alunos.

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