Estudo da datatech mapeou 37,8 mil ameaças digitais no ano, derrubou 98% dos conteúdos e reforça alerta para golpes que imitam marcas conhecidas
DA REDAÇÃO – SÃO PAULO
São Paulo, 10 de fevereiro de 2026 – As redes sociais foram o principal palco de golpes digitais em 2025 no Brasil. Levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, acordos 37.845 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos ao longo do ano, com 77% das ameaças originadas em plataformas de redes sociais. Os criminosos imitavam marcas e comunicações legítimas para enganar usuários e coletar dados ou dinheiro de forma fraudulenta.
De acordo com a área de Autenticação e Prevenção à Fraude da companhia, 98% dessas ocorrências foram removidas, em uma mediana de 4 dias entre a detecção e a derrubada – o que significa que, em metade dos casos, a remoção ocorreu em até 4 dias. Ao longo de 2025, o volume médio se manteve entre 3 mil e 4 mil ameaças por mês, evidenciando um fluxo constante de criação e republicação de conteúdos maliciosos.
“A eficiência no combate aos golpes digitais depende de resposta rápida, porque o modus operandi dos fraudadores é manter um ciclo contínuo de testes e republicações, experimentando mensagens, trocando links, recriando perfis e anúncios, sempre a fim de ganhar escala antes de serem detectados”, afirma Rodrigo Sanchez, Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian. “Por isso, mantemos uma estrutura dedicada ao monitoramento de plataformas digitais e à remoção de conteúdos maliciosos, ajudando a proteger consumidores e empresas”, completa.
Anúncios falsos são maioria entre as ameaças mapeadas

Entre as ocorrências registradas em 2025, os anúncios fraudulentos lideraram com 56% do total. Em seguida, aparecem os perfis falsos (32%), muitos deles usados como “vitrines” para atrair o consumidor e redirecioná-lo para páginas, formulários ou aplicativos maliciosos. O restante é distribuído entre páginas e aplicativos falsos criados para canais oficiais de empresas simulados.
A Serasa Experian destaca que o impulso ao pagamento e o compartilhamento em massa aumenta rapidamente o alcance desses golpes, especialmente nas redes sociais. Por isso, a empresa reforça que não basta derrubar os conteúdos pontualmente: é necessário combinação de inteligência de dados, sinais digitais e monitoramento contínuo para identificar padrões, reduzir reincidências e atuar em cooperação com plataformas e marcas. “A fraude digital se combate com agilidade, informação e cooperação entre plataformas, marcas e consumidores”, diz Sanchez.
Monitoramento de marca e inteligência de ameaças
A área de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian reúne equipes especializadas em monitoramento de marca e inteligência de ameaças, dedicadas a observar o ambiente digital e identificar sinais de fraude. Esse trabalho envolve rastrear vazamentos em fontes abertas, detectar o uso indevido de nomes de empresas como isca para coleta irregular de dados, identificar credenciais expostas e acionar a remoção de anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos.
Com essa atuação integrada, a datatech consegue mapear padrões, qualificar ocorrências e reportar ameaças às plataformas e à sociedade, buscando reduzir a janela de exposição e o impacto financeiro e reputacional para consumidores e empresas.
Como os consumidores podem se proteger de golpes em anúncios e redes sociais
O estudo também reforça boas práticas de segurança digital para usuários comuns. Entre as recomendações, estão desconfiados de anúncios com forte senso de urgência e preços muito abaixo do mercado; confira com atenção o perfil antes de interagir (dados de criação, histórico, comentários, selo de verificação quando houver); validar links antes de clicar; evitar informar códigos de confirmação, senhas ou dados de cartão em páginas acessadas por anúncios; instalar apenas aplicativos de lojas oficiais; tenha cuidado com links e arquivos recebidos em grupos e mensagens privadas; Autentique autenticação em duas etapas (2FA) e monitore com frequência o CPF para identificar movimentações suspeitas.
As empresas também precisam reforçar a vigilância e a resposta rápida
Do lado das organizações, a Serasa Experian recomenda implementar monitoramento contínuo das plataformas digitais para identificar rapidamente o uso indevido da marca, estabelecer um playbook de resposta para acelerar a derrubada de conteúdos falsos, reforçar camadas de autenticação e prevenção à fraude nas jornadas digitais e proteger ativos de marca, como domínios semelhantes e perfis oficiais padronizados e selecionados quando possível.
A companhia também orienta que equipes de atendimento e mídias sociais sejam treinadas para refletir testes de “personificação” e orientar clientes com mensagens claras, além de usar inteligência de dados para identificar padrões de abuso e ajustar continuamente as regras de risco.






