Mais da metade das vagas criadas no setor é ocupada por jovens entre 18 e 24 anos, aponta Caged
DA REDAÇÃO – SÃO PAULO
O setor de alimentação fora do lar gerou 33.556 empregos com carteira assinada no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (4). O número acompanha o bom desempenho do setor de serviços, responsável por mais de 643 mil novas vagas no período.
Um dos destaques do levantamento é o perfil etário dos trabalhadores: 51,2% dos contratados têm entre 18 e 24 anos, consolidando o setor como uma das principais portas de entrada para o primeiro emprego no país.
Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 93% dos empresários do ramo costumam contratar pessoas sem experiência prévia e 74% adotam políticas de ascensão profissional. “Nosso setor mostra que é possível crescer com responsabilidade e inclusão, apostando na qualificação dentro da própria empresa”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Informalidade e propostas
Apesar dos avanços, a informalidade ainda é um desafio. Estudo da Abrasel em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 41% dos trabalhadores do setor atuam de forma informal. Para reduzir esse índice, a entidade defende o fortalecimento do modelo de trabalho intermitente e a desoneração da folha de pagamento.
“A desoneração é fundamental para manter e ampliar os empregos formais. Com menor carga tributária, os empresários podem formalizar vínculos, investir em qualificação e abrir novas vagas, especialmente para os jovens”, conclui Solmucci.






