Criança, que ainda não havia sido vacinada, é de Castilho e estava internada desde o dia 15 de novembro; este foi o segundo caso da doença este ano na região e a primeira morte registrada na Santa Casa de Araçatuba; no Estrado os números estão aumentando
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
Na manhã desta quarta-feira |(11) a assessoria de imprensa da Santa Casa de Araçatuba divulgou nota informando sobre a morte de um bebê de apenas dois meses, de Castilho, por coqueluche. O paciente estava internado desde o dia 15 de novembro na UTI Neonatal e Pediátrica. Mesmo com o tratamento, a bebê não resistiu e foi a óbito na tarde de terça-feira (10/12).
De acordo com a nota da Santa Casa, a criança ainda não havia sido vacinada. A imunização contra coqueluche é preconizada para a faixa etária dos 2 meses até 6 anos de idade. “Esse foi o primeiro óbito por coqueluche registrado na Santa Casa de Araçatuba. Porém, o hospital registrou outro caso positivo da doença em um bebê também com meses, de Araçatuba, internada em meados do mês de novembro. A criança reagiu bem ao tratamento e recebeu alta hospitalar no início deste mês”, concluiu a nota.
A reportagem do portal Nossa Cidade (nossacidade.online ) manteve contato com a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde para obter informações o registro de casos e a evolução da doença no Estado de São Paulo. Os números surpreendem e são preocupantes.
“O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo informa que, até o dia 3 de dezembro deste ano, foram registrados 1.096 casos e três óbitos por coqueluche em todo o estado de São Paulo. Em todo o ano de 2023, foram registrados 54 casos e nenhum óbito pela doença. Em 2022, foram 19 casos e nenhum óbito por coqueluche”, diz a nota, deixando claro o avançou preocupante da doença no Estado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, nas cidades abrangidas pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) de Araçatuba, de janeiro a 3 de dezembro deste ano, houve registro de um caso e nenhum óbito foi registrado por coqueluche; em todo o ano de 2023 não foram registrados casos e óbitos pela doença; em 2022, foi registrado um caso e nenhum óbito; em 2021 e 2020, também, não foram registrados casos e óbitos por coqueluche; e, em 2019, foram registrados três casos e nenhum óbito pela doença na região.
“A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça que a vacinação é a melhor forma de prevenção contra a coqueluche. A pasta orienta pais e responsáveis a levarem as crianças à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação. Na consulta, o histórico de imunização pode ser acessado, facilitando a aplicação de vacinas que não estão em dia. A coqueluche é uma doença endêmica, e epidemias podem ocorrer ciclicamente com intervalos de três a cinco anos”, diz a nota da secretaria.
“O CVE também informa que a cobertura vacinal do imunizante pentavalente, utilizado para prevenir contra a coqueluche, é aplicada em crianças menores de 1 ano e registrou a adesão de 88,1% até setembro deste ano. Além disso, é feito um reforço aos 15 meses de idade e um segundo reforço aos 4 anos de idade com a tríplice bacteriana (DTP). Gestantes devem fazer uma dose da vacina do tipo adulto (dTpa) a partir da 20ª semana a cada gestação”, concluiu a Secretaria de Estado da Saúde.
*Vacina 100 Dúvidas*
No mês de outubro, o Governo de SP lançou uma campanha publicitária para esclarecer dúvidas sobre a vacinação, com o slogan “Tá com dúvidas sobre vacinas? Chama o VARcina”. Inspirada no sistema que auxilia árbitros de futebol, a ação promove o site https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que oferece respostas simples sobre as vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e no calendário vacinal.






