Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Câmara entende que saída de Perdigão do Pronto-Socorro encerra discussão sobre possível incompatibilidade com mandato

Parecer da Procuradoria Legislativa afirma que, após pedido de desligamento do cargo de Diretor Técnico Médico, não há mais providências.

Câmara entende que saída de Perdigão do Pronto-Socorro encerra discussão sobre possível incompatibilidade com mandato

Parecer da Procuradoria Legislativa afirma que, após pedido de desligamento do cargo de Diretor Técnico Médico, não há mais providências a serem adotadas pela Câmara

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A Procuradoria Legislativa da Câmara Municipal de Araçatuba concluiu que o desligamento do vereador Luciano Perdigão (PSD) da função de Diretor Técnico Médico do Pronto-Socorro Municipal encerra a discussão sobre uma eventual incompatibilidade entre o cargo exercido na Organização Social responsável pela unidade e o mandato parlamentar.

O entendimento consta em parecer emitido no dia 6 de julho de 2026, após a Câmara receber o Ofício GV.DLP 039/2026, no qual o próprio vereador comunicou oficialmente seu pedido de desincompatibilização da função.

Segundo o procurador legislativo, com a saída do cargo, deixa de existir qualquer impedimento que pudesse justificar novas medidas por parte do Legislativo.

“Dessa forma, havendo o desligamento do Vereador Dr. Luciano Perdigão (a pedido) da função de Diretor Técnico Médico do Pronto-Socorro Municipal, cessa qualquer impedimento ou incompatibilidade que porventura existisse, não havendo, salvo melhor juízo, outras providências a serem tomadas”, conclui o parecer.

Caso ganhou repercussão

A situação passou a ser questionada após vir a público que Perdigão, além de vereador em primeiro mandato, ocupava um cargo de direção na Associação Filantrópica Nova Esperança, Organização Social contratada pela Prefeitura para administrar o Pronto-Socorro Municipal.

O caso levantou dúvidas sobre possível incompatibilidade prevista na legislação, uma vez que vereadores exercem a função de fiscalizar contratos e atos do Poder Executivo.

A ocupação do cargo tornou-se pública após uma nota oficial divulgada pela entidade sobre a morte de uma paciente, documento no qual Luciano Perdigão aparecia identificado como Gerente Assistencial do Pronto-Socorro Municipal.

Vereador pediu desligamento

Diante da repercussão, Perdigão anunciou, por meio de nota pública, seu desligamento da função.

Na ocasião, afirmou que a decisão tinha como objetivo preservar a confiança da população e evitar questionamentos sobre a independência do mandato parlamentar.

Embora tenha deixado o cargo, o vereador sustentou que sempre atuou dentro da legalidade e que não reconhecia qualquer irregularidade em sua atuação.

Câmara encerra análise

Com a manifestação da Procuradoria Legislativa, a tendência é que a Câmara Municipal não adote novas providências administrativas relacionadas ao caso, uma vez que o fato que motivava os questionamentos deixou de existir com o desligamento do parlamentar da função exercida na Organização Social.

O parecer, entretanto, limita-se à análise da situação atual e não se manifesta sobre eventual legalidade ou ilegalidade do período em que houve o exercício simultâneo do mandato de vereador e do cargo de direção na entidade contratada pelo município.

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