Teste simples e rápido está disponível sem agendamento e pode reduzir em até 90% os casos da doença
DA REDAÇÃO – ANDRADINA
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é um dos tumores que mais afetam a população feminina no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é a quarta causa de morte por câncer entre mulheres no país.
A principal forma de prevenção é a detecção precoce, possível por meio do exame citopatológico, conhecido como exame preventivo ou Papanicolau. O teste está sendo oferecido gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, sem necessidade de agendamento.
“Todas as seis unidades básicas de saúde estão realizando a coleta do preventivo por demanda espontânea, no horário das 16h às 18h, de segunda a sexta-feira”, informou a coordenadora da Atenção Básica, Monielly Bonfim.
Além disso, algumas UBSs têm ampliado o atendimento com abertura em sábados específicos, permitindo que mulheres de qualquer bairro façam o exame sem hora marcada.
Orientações para a coleta
Para realizar o exame é necessário apresentar RG, CPF e Cartão SUS. As pacientes também devem observar alguns cuidados:
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não estar no período menstrual;
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evitar relações sexuais nos três dias anteriores;
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não utilizar creme vaginal 24 horas antes da coleta.
Indicação e importância
O exame é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual. Nos dois primeiros anos, deve ser feito anualmente. Após dois resultados consecutivos normais, passa a ser repetido a cada três anos.
No caso de mulheres com mais de 64 anos que nunca realizaram o preventivo, a recomendação é fazer duas coletas, com intervalo de até três anos. Se os resultados forem negativos, não há necessidade de novos exames.
Como funciona
Durante o procedimento, um profissional de saúde utiliza o espéculo — popularmente conhecido como “bico de pato” — para visualizar o colo do útero e coletar o material com uma espátula e escovinha. A amostra é enviada para análise em laboratório especializado.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cobertura de rastreamento de pelo menos 80% das mulheres pode reduzir entre 60% e 90% os casos de câncer do colo do útero.






