Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Câncer em mulheres: prevenção, diagnóstico precoce e o papel essencial do ginecologista

No Dia Nacional de Combate ao Câncer, especialista reforça a importância de consultas regulares, informação e autocuidado para reduzir riscos.

Câncer em mulheres: prevenção, diagnóstico precoce e o papel essencial do ginecologista

No Dia Nacional de Combate ao Câncer, especialista reforça a importância de consultas regulares, informação e autocuidado para reduzir riscos e ampliar as chances de cura

Neste 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, a data reforça a importância de olhar com atenção para os tipos de câncer que mais atingem as mulheres — especialmente os de mama, colo do útero e ovário. Apesar dos avanços nos métodos diagnósticos e nos tratamentos, a prevenção continua sendo o principal caminho para reduzir a mortalidade e aumentar as chances de cura.

Segundo o ginecologista e obstetra Dr. Alexandre Rossi, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, o cuidado contínuo é determinante para identificar alterações precocemente.

“Quando falamos em câncer ginecológico, a maior aliada da mulher é manter a rotina de consultas periódicas ao ginecologista. Muitos tumores têm evolução silenciosa e só conseguimos identificá-los precocemente com acompanhamento regular”, explica.

Um convite ao autocuidado e à informação

Mais que lembrar a existência da doença, a data busca reforçar a importância da informação, do autocuidado e da relação próxima com profissionais de saúde.

“Mais do que lembrar o câncer, esse dia deve nos lembrar da vida. A prevenção é o caminho mais eficaz para proteger as mulheres e permitir que cada uma viva com mais saúde, autonomia e tranquilidade”, destaca o Dr. Alexandre.

Câncer de mama: rastreamento salva vidas

O câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres no Brasil. A mamografia é o principal exame de rastreamento e permite identificar tumores em estágios iniciais, quando as chances de cura são muito maiores.

“A mamografia não deve ser vista apenas como mais um exame, mas como uma ferramenta de proteção. Em muitos casos, ela detecta tumores quando ainda não há sintomas”, afirma o especialista.

Câncer de colo do útero: prevenção desde a infância

Este é um dos tipos de câncer mais preveníveis, graças à vacinação contra o HPV e ao rastreamento com o exame de Papanicolau. Para o médico, o avanço da informação pode reduzir significativamente o número de casos no país.

“O HPV está por trás da maioria dos casos de câncer de colo do útero. A vacinação é segura, eficaz e deve ser amplamente incentivada. É uma oportunidade real de evitar a doença nas próximas gerações”, reforça.

Câncer de ovário: sintomas discretos exigem acompanhamento

Menos frequente, mas altamente desafiador, o câncer de ovário costuma ser diagnosticado tardiamente devido aos sintomas iniciais inespecíficos, como inchaço abdominal, constipação e desconforto pélvico.

“É justamente o caráter silencioso que torna o acompanhamento ginecológico tão importante. Exames periódicos podem identificar alterações suspeitas antes que o tumor avance”, orienta o Dr. Alexandre.

Prevenção: atitudes que fazem a diferença

Além das consultas regulares, hábitos saudáveis também são aliados na prevenção: alimentação equilibrada, atividade física, controle do peso e redução do consumo de álcool contribuem para diminuir o risco de vários tipos de câncer.

Para o Dr. Alexandre Rossi, a prevenção é um conjunto de ações:
“Cuidar da saúde é um conjunto de atitudes. Quando a mulher conhece seu corpo, entende seus riscos e busca orientação qualificada, ela se torna protagonista do seu bem-estar.”

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