Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Carta de Conjuntura da Fecomercio avalia que tarifas de Trump ameaçam o Brasil por juros, não pelo mercado

Custos mais elevados para ingresso de produtos nos EUA podem refletir na queda da inflação no Brasil DA REDAÇÃO –.

Carta de Conjuntura da Fecomercio avalia que tarifas de Trump ameaçam o Brasil por juros, não pelo mercado

Custos mais elevados para ingresso de produtos nos EUA podem refletir na queda da inflação no Brasil

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

Após quase um mês da imposição de tarifas sobre boa parte dos países ocidentais, incluindo o Brasil, cujos produtos entram nos Estados Unidos após pagar uma taxa de 10%, o principal risco à economia brasileira não está nas medidas em si, mas nos efeitos que elas terão nos EUA.

Segundo a Carta de Conjuntura de abril do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP) , da FecomercioSP, é esperado que o Banco Central do país, o FED, aumente os juros básicos da economia estadunidense como forma de conter a probabilidade de escalada dos preços nos próximos meses — além do alto déficit fiscal e da desconfiança crescente sobre o dólar.

A carta, publicada nesta segunda-feira (5), pode ser acessada aqui .

Isso deve pressionar o real, que já tem sido volátil por causa das incertezas fiscais internacionais, A consequência disso é que ficará mais caro às empresas brasileiras investirem em projetos, sejam antigos ou futuros. Em alguns casos, até as opções deles podem ser colocadas em xeque.

Se isso somar o medo cada vez maior de que novos investimentos globais em infraestrutura paralisem, seria uma péssima notícia para um país emergente como o Brasil.

Para o CSESP, por outro lado, a crise global iniciada pela guerra comercial de Trump abriu uma brecha para a desaceleração da inflação no cenário interno, à medida em que os custos mais altos para entrar no mercado estadunidense não impactaram no mercado do país. Os boletins de projeções têm diminuído, inclusive, suas projeções para o acumulado da inflação de 2025.

A Carta de Conjuntura de abril ainda explora como o estímulo à demanda do governo brasileiro, com a concessão de novos fundos, programas e iniciativas, tende a manter a taxa básica de juros, a Selic, alta por mais tempo . Isso tem feito o empresário e os consumidores ficarem mais céticos quanto ao futuro de médio prazo.

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