Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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CATI auxilia agricultores e produtores quilombolas a acessar recursos do Feap

Novas linhas de crédito do Governo de SP incentivam formalização produtiva e fortalecem agricultura familiar e comunidades tradicionais DA REEDAÇÃO.

CATI auxilia agricultores e produtores quilombolas a acessar recursos do Feap

Novas linhas de crédito do Governo de SP incentivam formalização produtiva e fortalecem agricultura familiar e comunidades tradicionais

DA REEDAÇÃO – CAMPINAS

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) disponibilizou duas novas linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), voltadas ao fortalecimento da produção agrícola: o “Feap SP Artesanal + Legal” e o “Feap SP – Agricultura Quilombola”. Os projetos oferecem recursos financeiros para agricultores familiares e produtores de comunidades quilombolas, visando ampliar a formalização produtiva e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico local.

A CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) está orientando e auxiliando agricultores interessados em acessar as subvenções e financiamentos, garantindo que os requisitos de enquadramento sejam cumpridos.

Formalização e fortalecimento das agroindústrias familiares

O Feap SP Artesanal + Legal apoia agricultores familiares no processo de regularização e melhoria de pequenas agroindústrias. O projeto oferece acompanhamento técnico e recursos para aquisição de equipamentos, ajustes estruturais e serviços essenciais à formalização.

“O objetivo é apoiar a agricultura familiar na organização e legalização de sua produção”, explica o secretário executivo do Feap, Felipe Alves.

O diretor da CATI, Ricardo Pereira, reforça que a regularização da propriedade é o primeiro passo para ter acesso às subvenções. Ele alerta que mais de 4.200 agroindústrias de produtos de origem animal ainda operam informalmente no estado.

“Regularizar a agroindústria fortalece a economia local, gera alimentos seguros e contribui para manter as famílias no campo”, afirma.

Quem pode participar e quanto pode receber

São beneficiários agricultores familiares com CAF ativo, que processem produtos de origem animal ou vegetal utilizando no mínimo 50% de matéria-prima própria.

Reembolso após conclusão do projeto:
Até 95% das despesas, limitado a R$ 50 mil, para empreendimentos geridos exclusivamente por mulheres;
Até 90% das despesas, também limitado a R$ 50 mil, para os demais agricultores familiares.

O pagamento depende de comprovação documental e vistoria técnica da CATI ou do Itesp. Os projetos devem ser executados em até 12 meses após aprovação. Nesta primeira fase, a meta é atender cerca de 100 agricultores.

Agricultura quilombola: inclusão e fortalecimento produtivo

A agricultura desenvolvida por comunidades quilombolas desempenha papel essencial para a segurança alimentar, a preservação ambiental e a manutenção dos modos de vida tradicionais. São 63 comunidades quilombolas em São Paulo, muitas com atividades agrícolas, extrativistas e de beneficiamento.

No entanto, a dificuldade de acesso ao crédito ainda é uma realidade, devido à informalidade produtiva e à falta de comprovação de renda. Para reduzir essas barreiras, foi criado o Feap SP – Agricultura Quilombola.

Financiamento acessível para comunidades tradicionais

São beneficiários quilombolas que possuam declaração de aptidão emitida pela CATI ou Fundação Itesp.

Condições do crédito:
• Financiamento de até R$ 40 mil por beneficiário;
• Juros de 3% ao ano;
• Bônus de adimplência de 25%;
• Itens financiáveis incluem melhorias produtivas, tecnológicas e de infraestrutura;
• Prazo total de até 84 meses, incluindo 12 meses de carência.

A CATI e o Itesp serão responsáveis pela análise, acompanhamento e fiscalização dos projetos. A expectativa é atender entre 150 e 200 produtores quilombolas, segundo a assessora de gabinete da CATI, Marcia Moraes.

Recursos disponíveis

Cada uma das linhas — Feap SP Artesanal + Legal e Feap SP – Agricultura Quilombola — conta com R$ 3 milhões, a serem liberados nos exercícios vigentes e subsequentes, conforme disponibilidade orçamentária do Fundo.

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