Projeto instalado no Guarujá reúne esculturas a 8,5 metros de profundidade e aposta no mergulho como nova experiência turística no estado; esculturas foram feitas pelo assrtista plástico Adélio Sarro, que tem um memorial em Andradina
DA REDAÇÃO – GUARUJÁ
O Governo de São Paulo vai inaugurar, em abril, o primeiro Centro de Visitação Subaquático do Brasil, instalado na Praia do Guaiúba, no Guarujá. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Turismo e Viagens, busca impulsionar o turismo de experiência e colocar o estado no mapa internacional do mergulho recreativo.
Experiência inédita no fundo do mar
A cerca de 8,5 metros de profundidade — equivalente a um prédio de três andares — o espaço contará com um acervo formado por 15 esculturas feitas de concreto neutro, criando uma trilha submersa acessível a mergulhadores iniciantes e experientes.
As obras representam elementos da cultura brasileira e paulista, com figuras como caiçaras, pescadores, trabalhadores e personagens ligados à história local. A proposta é oferecer uma experiência contemplativa, em um ambiente de baixa correnteza e com boa visibilidade ao longo do ano.
Turismo acessível e de baixo custo
Um dos diferenciais do projeto é a proximidade com a faixa de areia, a apenas 500 metros, o que facilita o acesso e reduz custos para os visitantes. A prática pode ser feita tanto com mergulho livre quanto com cilindro, sendo recomendada a contratação de escolas ou operadoras especializadas.
Embora a visitação ao espaço seja gratuita, serviços como aluguel de equipamentos e acompanhamento profissional poderão ser cobrados pelas empresas credenciadas.
Inspirado em modelos internacionais
O centro paulista segue uma tendência global. Atualmente, existem cerca de dez espaços semelhantes no mundo, como o Museu Subaquático de Arte de Cancún, que atrai aproximadamente 1 milhão de visitantes por ano.
A expectativa é que o novo atrativo contribua para diversificar a oferta turística do litoral paulista e gere impacto positivo na economia local, especialmente nos setores de hotelaria, gastronomia e serviços.
Arte e identidade cultural
As esculturas são assinadas pelo artista Adélio Sarro, natural de Andradina. As peças têm tamanhos que variam entre 1,20 m e 1,80 m, com bases que podem chegar a três toneladas.
Reconhecido internacionalmente, Sarro já expôs obras em instituições como o Palácio das Nações, da ONU, e museus na Ásia e Europa. O projeto subaquático reforça seu objetivo de tornar a arte acessível ao público, agora em um formato inovador.
Expansão e monitoramento
Além do projeto no Guarujá, o Governo do Estado já trabalha na implantação de um segundo centro em São Sebastião.
A iniciativa também prevê um plano de monitoramento ambiental para avaliar impactos na biodiversidade e benefícios sociais e econômicos para comunidades locais, especialmente as tradicionais.
Com a proposta de unir turismo, cultura e sustentabilidade, o novo centro subaquático promete transformar o litoral paulista em referência nacional no segmento de mergulho recreativo.






