Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Colesterol alto: risco invisível que pode começar ainda na juventude

Endocrinologista alerta para importância dos exames preventivos, alimentação balanceada e atenção aos sinais silenciosos DA REDAÇÃO – SÃO PAULO O.

Colesterol alto: risco invisível que pode começar ainda na juventude

Endocrinologista alerta para importância dos exames preventivos, alimentação balanceada e atenção aos sinais silenciosos

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto e AVC, mas ainda é frequentemente ignorado, especialmente por pessoas jovens e sem sintomas aparentes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 4 em cada 10 adultos brasileiros têm níveis alterados de colesterol — índice superior ao registrado nos Estados Unidos.

Com o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, em 8 de agosto, especialistas reforçam o alerta sobre os riscos do acúmulo de gordura no sangue e a necessidade de iniciar o controle ainda na juventude, mesmo entre pessoas magras e aparentemente saudáveis.

A endocrinologista Mylena Medeiros, professora da Afya Jaboatão dos Guararapes, destaca que o colesterol em si não é o vilão, mas o desequilíbrio entre o HDL (bom) e o LDL (ruim). “O HDL atua como uma faxina no sangue, removendo o excesso de gordura das artérias. Já o LDL, quando elevado, se acumula nos vasos sanguíneos e forma placas que dificultam a circulação, elevando o risco de infarto e AVC”, explica.

Fator silencioso, mas perigoso

Na maioria dos casos, o colesterol alto não apresenta sintomas visíveis, o que pode atrasar o diagnóstico. Sinais como cansaço excessivo, dores no peito e dificuldade para realizar atividades físicas leves devem servir de alerta para a realização de exames.

“Como geralmente não há sintomas, muitas pessoas só descobrem o problema quando já desenvolveram alguma complicação cardiovascular. Por isso, o ideal é manter acompanhamento médico regular, mesmo entre jovens e pessoas sem histórico familiar”, orienta a endocrinologista.

Alimentação é aliada do controle

Entre as medidas preventivas, a médica reforça a importância de uma alimentação rica em fibras, com frutas, legumes, aveia e grãos integrais. Também é necessário reduzir o consumo de frituras, embutidos, carnes gordurosas, manteiga e produtos ultraprocessados.

Com mudanças simples no estilo de vida e, se necessário, tratamento medicamentoso, é possível manter os níveis de colesterol sob controle e evitar complicações futuras.

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