Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Comemorar a invasão de um país é miopia política

Muitos brasileiros, incluindo parlamentares de direita, comemoraram a invasão da  Venezuela e o sequestro do ditador Nicolás Maduro como uma.

Comemorar a invasão de um país é miopia política

Muitos brasileiros, incluindo parlamentares de direita, comemoraram a invasão da  Venezuela e o sequestro do ditador Nicolás Maduro como uma vitória política. Não foi. Pelo contrário. É preciso ficar ainda mais atento. Certamente muitos eram contrários ao governo de Nicolás Maduro, mas a deposição deveria ser feita pelo povo venezuelano, como fizeram os brasileiros e uruguaios em diferentes momentos para pôr fim às ditaduras. Manifestações, pressão popular e outras formas do povo expressar a sua insatisfação. No Brasil, mesmo diante de governos arbitrários, houve resistência para restabelecer a democracia. O povo voltou a eleger presidentes como Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Cada um com seus erros e acertos, mas o povo brasileiro fez isso e não um governo de outro país. Invadir Uma nação soberana, seja a qual pretexto for é um terrível e preocupante precedente.

A  direita abre mão da bandeira do nacionalismo

Durante muitas décadas uma das principais bandeiras da direita brasileira era o nacionalismo ufanista. Isso começou ainda na era Vargas, que embora tivesse alguns princípios  progressistas, flertava com a direita e chegou a implantar uma ditadura por meio de golpe. A partir de Getúlio o nacionalismo ganhou força e o governo Militar trabalhou muito esta questão, até mesmo por meio de músicas. Deus, Pátria e Família foi o mantra do bolsonarismo, que começou a  desmoronar com a subserviência a Donald Trump e, agora, novamente muitos líderes da direita comemoraram a invasão de um país por outro, chegando a preconizar  que o Brasil seria o próximo. Decididamente impossível compreender o que pensam. E se pensam.

Necessário assumir as próprias mazelas

Os prefeitos que assumiram em 1º de janeiro de 2025 durante muito tempo atribuíram vários problemas à herança de governos anteriores. Passou um ano. Agora não dá mais para usar este discurso para encobrir as próprias mazelas ou a incompetência. Muitos prefeitos que estão no primeiro mandato enfrentaram grandes desafios no primeiro ano e nem todos conseguiram se sair bem. No entanto, devem entender que um quarto do  mandato já foi e que precisam corrigir rotas.

Pagamento de horas extras

No início do ano passado, o governo Luís Cláudio Lapena Barreto, de Araraquara, fez duras críticas  ao governo anterior pela falta de recursos financeiros. Apresentou um cenário de terra arrasada.  Porém, com um ano diante do governo, as horas extras do mês de dezembro não serão pagas com o salário do mês no dia 7 de janeiro. A previsão é pagar em folha suplementar no dia 15 de janeiro.

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