Terça-feira, 22 de setembro de 2026
MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade

Delegado que matou adolescente em festa de Promissão deve ir ao júri popular

Homem estava alcoolizado e atirou em meio a aglomeração DA REDFAÇÃO – PROMISSÃO O delegado de polícia Vinicícius Martinez, autor.

Delegado que matou adolescente em festa de Promissão deve ir ao júri popular

Homem estava alcoolizado e atirou em meio a aglomeração

DA REDFAÇÃO – PROMISSÃO

O delegado de polícia Vinicícius Martinez, autor do disparo que matou a adolescente Katrina Bormio Silva Martin durante uma festa em Promissão irá a um júri popular. A decisão foi tomada na última quarta-feira (2/7) pelo magistrado Renan Santos com base em denúncia oferecida pelo promotor de justiça Ely Bernal. No entanto, ainda cabe recurso da defesa.

Katrina Bormio Silva Martin tinha 16 anos – Foto Reprodução – Arquivo Pessoal/G1

Perante o Tribunal do Júri, o réu responderá por homicídio consumado com dolo eventual, qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima e pelo fato de ele ter colocado outras pessoas em risco (perigo comum). A sessão do júri ainda não tem data marcada.

De acordo com os autos, em 4 de agosto de 2024, durante a 46ª Festa do Peão de Promissão, o delegado atirou quatro vezes ao intervir injustificadamente em uma abordagem policial que acontecia de forma controlada. Uma das balas atingiu a adolescente, que aguardava o pai em uma esquina próxima ao evento. Bernal sustenta que os disparos ocorreram em área de aglomeração, ressaltando que o acusado estava sob efeito de bebidas alcoólicas.

Para o promotor, o resultado era previsível, porém o denunciado agiu de forma totalmente independente a esta previsão, assumindo o risco de matar alguém.

O FATO

No dia 4 de agosto do ano passado, um homem tentava entrar com bebidas alcoólicas no recinto onde era realizada a festa do peão. Por ser abordado, acabou discuntindo com policiais militares. Porém, o que era uma ação de rotina se tornou uma tragédia. O delegado, que era lotado na Deic de Lins, chegou ao local e teria efetuado quatro disparos. Um deles acertou a jovem. Ela tinha ido à festa com amigas e os pais de uma delas e decidiu ir embora antes. Estava aguardando a chegada de seu pai quando foi atingida pelo disparo.
O delegado chegou a ser preso e autuado em flagrante, mas foi liberado na audiência de custódia. Depois o Ministério P[ublico pediu a prisão preventiva, o que foi negado pela justiça.
Compartilhar
Publicidade

Leia também