O governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, como de qualquer outro, teve pontos positivos e pontos negativos, de acordo com a visão e interesse de cada cidadão. O julgamento compete ao eleitor. Mas, pelo menos duas ações não oficiais macularam o governo, o suposto “Gabinete do ódio”, que teria sido coordenado pelo então vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro e o possível uso, ilegal, de estrutura oficial, que que foi denominada de “Abin paralela”. O objetivo, de acordo com as denúncias, era atingir possíveis adversários. Embora não com esse nome, a prática é antiga em política. No passado, usava-se fatos ou os inventava (fake News) e por meio de panfletos apócrifos, destruía-se adversários. Em Araçatuba, vereadores denunciaram a existência do gabinete do ódio, que seria composto por pessoas ligadas ao governo municipal. Ao invés de panfletos, usam postagens em rede social. Os vereadores Damião Brito e Luís Boatto recorreram à polícia, pois registraram boletim de ocorrência.
Agora surge uma denúncia ainda mais grave
Um vereador revelou à coluna a existência de pessoa encarregada de investigar adversários políticos para tentar encontrar algo que possa desabonar ou até mesmo intimidá-los. Por ser algo tão asqueroso e baixo, a informação não foi levada a sério. Parecia mais fantasia de alguém que se sentia perseguido pelo atual governo. No entanto, na sessão de segunda-feira, o vereador Ícaro Morales, ao falar, disse com todas as palavras que sabe que estão revirando a sua vida. Isso deixa de ser embate político. Transcende os limites da racionalidade e remete ao estilo nazista, quando a Gestapo, a polícia secreta oficial da Alemanha Nazista. Fundada em 1933, seu principal objetivo era identificar, investigar e eliminar qualquer oposição ao regime de Adolf Hitler e perseguir grupos considerados “inimigos do Estado”.
Enfraquecer a imprensa e o legislativo faz parte do roteiro
Todo e qualquer governo despótico segue a mesma cartilha: enfraquecer a imprensa e o legislativo e desmerecer o judiciário. Não pode ter outros poderes fortes. A imprensa pode ser contornada por meio de verbas públicas e o legislativo é preciso atingir seus integrantes. O quadro está desenhado. Só não vê quem não quer.
Identificar os integrantes da equipe de investigação
Os líderes políticos ou comunitários que se sentem vigiados ou investigados, precisam ficar atentos e até mesmo buscar formas de encontrar quem está fazendo esse serviço sujo. Com os equipamentos hoje existentes, fazer esse trabalho não é difícil.
O quadro que se pinta não é do perfil do prefeito
O quadro que vem sendo pintado de gabinete do ótilo e de pessoas investigando adversários não faz parte do perfil pessoal e político de Lucas Zanatta, Hoje prefeito, Zanatta sempre foi moderado e bom cristão, Quem o conhece sabe que este não é o seu estilo de fazer política. Pelo contrário. Sempre valorizou o diálogo e a legalidade, Será que há pessoas que agem à revelia do prefeito? Isso é preocupante.
Ex-prefeitos querem voltar à Câmara dos Deputados
Os ex-prefeitos de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto, Edinho Araújo e Duarte Nogueira, respectivamente, já anunciaram pré-candidatura a deputado federal. Os dois já foram também deputado estadual. Edinho foi ministro e Duarte Nogueira secretário de Estado. Dois nomes fortes do municipalismo e que apesar de longa vida pública,ainda podem contribuir. Edinho, por exemplo, foi eleito deputado estadual em 1982, contando com apoio de amigos. Em Andradina,duas pessoas sempre o defenderam: o advogado Fernando Arantes de Almeida e o professor Honório Carneiro (já falecido).






