Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Empresas pretendem aumentar presença digital em 2025

Tendência para este ano é o fortalecimento do omnichanel, ou seja, integração ainda mais profunda entre lojas físicas e plataformas.

Empresas pretendem aumentar presença digital em 2025

Tendência para este ano é o fortalecimento do omnichanel, ou seja, integração ainda mais profunda entre lojas físicas e plataformas digitais

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

 Pequenas e médias empresas enfrentarão um ambiente de negócios altamente conectado e digitalizado este ano. A internet e a conectividade continuarão sendo ferramentas fundamentais para o crescimento e a competitividade. A tendência é o fortalecimento do omnichanel, ou seja, a integração ainda mais profunda entre lojas físicas e plataformas digitais, permitindo que, principalmente, pequenas e médias empresas ofereçam experiências de compra mais coesas e personalizadas.

De acordo com o especialista em TI e Telecom Eder Castanheiro, diretor da Tellius Conectividade e Tecnologia, de Araçatuba (SP), não há como fugir deste cenário. “Estar presente no meio digital não é mais opcional para quem quiser sobreviver, mesmo para aqueles que mantêm negócios off-line, como uma cafeteria, um escritório, açougue ou padaria. É preciso pensar: onde estão os clientes, quem são eles, quais os seus gostos e preferências?”, comenta o profissional.

Com a popularização da internet e das tecnologias digitais, empreendedores têm encontrado novas formas de inovar, alcançar consumidores e expandir os seus negócios, mesmo diante de desafios econômicos. A economia digital, que integra plataformas, redes sociais e marketplaces, abriu portas antes inacessíveis para pequenos e médios negócios, especialmente em mercados competitivos como o brasileiro.

Um dos maiores impulsos para essa transformação foi a pandemia de Covid-19, que acelerou a digitalização das organizações. Em um cenário de isolamento social, a presença digital se tornou o principal, e muitas vezes único, canal de vendas para empreendedores. Essa realidade deu origem a soluções criativas, como lojas no Instagram, grupos de WhatsApp para vendas diretas e o fortalecimento de e-commerces locais.

Atualmente, mesmo após o fim das restrições sanitárias, muitos negócios continuam a prosperar no ambiente digital. E por um bom motivo: as ferramentas digitais democratizaram o acesso ao mercado. “Antes, um pequeno comerciante dependia de um ponto físico bem localizado para atrair clientes. Agora, ele pode alcançar públicos de diferentes cidades e até países por meio de plataformas digitais”, relembra Castanheiro.

A conectividade oferece possibilidades quase ilimitadas. Redes sociais, como Instagram, TikTok e Facebook, permitem a criação de conteúdos que engajam consumidores e geram vendas. Um exemplo são os “reels” e “stories” usados para mostrar produtos em tempo real ou criar um senso de urgência com promoções relâmpago. Além disso, o acesso a marketplaces como Shopee, Mercado Livre e Amazon facilita a exposição de produtos para milhões de consumidores, mesmo para quem tem pouca ou nenhuma experiência em vendas online.

O custo-benefício também é atrativo. Ferramentas de marketing digital, como Google Ads ou Facebook Ads, permitem que pequenos negócios segmentem seus anúncios para públicos específicos, otimizando os recursos investidos. Assim, uma pequena loja de artesanato, por exemplo, pode direcionar os seus anúncios para pessoas que buscam produtos sustentáveis, aumentando suas chances de conversão.

Futuro da economia digital

O cenário para os próximos anos é promissor. Com a expansão do 5G no Brasil e o aumento do acesso à internet em áreas remotas, a tendência é que, cada vez mais, pequenos empreendedores consigam se beneficiar da conectividade. Além disso, iniciativas de capacitação digital oferecidas por governos, ONGs e empresas privadas podem ajudar a reduzir o gap tecnológico, proporcionando ferramentas e conhecimento para quem deseja empreender.

Outro aspecto relevante é a personalização, segundo o diretor da Tellius. “Tecnologias como inteligência artificial e análise de dados permitem que pequenos negócios criem experiências únicas para os seus clientes. Com o uso correto dessas ferramentas, uma loja virtual pode sugerir produtos personalizados, aumentando a fidelização de consumidores”, ensina Eder Castanheiro.

Dicas e tendências

  1. Popularização do 5G e IoT

A adoção do 5G expandirá o uso da Internet das Coisas (IoT), permitindo a automação de processos, monitoramento em tempo real e maior eficiência. Pequenas empresas poderão, por exemplo, usar sensores para controlar estoques, rastrear entregas ou até monitorar máquinas para manutenção preventiva.

  1. Fortalecimento do e-commerce

O comércio eletrônico continuará em ascensão, e a integração entre canais online e offline será essencial. Pequenas empresas terão que investir em estratégias omnichannel, garantindo que a experiência do cliente seja fluida em todos os pontos de contato, desde o site até a loja física.

  1. Expansão do social commerce

Redes sociais, como Instagram, TikTok e WhatsApp, serão ainda mais relevantes para vendas. Ferramentas de social commerce integrarão compra, pagamento e atendimento diretamente nessas plataformas, facilitando o acesso de pequenas empresas ao público-alvo.

  1. Personalização com big data e IA

O uso de inteligência artificial (IA) e análise de dados estará mais acessível. Pequenas empresas poderão personalizar ofertas, prever tendências de consumo e melhorar o atendimento ao cliente com chatbots e assistentes virtuais.

  1. Uso de Tecnologias em Nuvem

Soluções baseadas em nuvem continuarão a ganhar espaço, oferecendo armazenamento seguro, acessível e escalável. Plataformas de gestão empresarial, CRM e softwares de contabilidade em nuvem ajudarão pequenos negócios a serem mais organizados e eficientes.

  1. Foco em Experiência do Cliente (CX)

A experiência do cliente será um diferencial competitivo. Pequenas empresas precisarão oferecer jornadas de compra mais fáceis e satisfatórias, como sites responsivos, processos de check out simplificados e suporte ágil.

  1. Crescimento de plataformas de vídeo

O marketing em vídeo será indispensável. Conteúdos curtos e dinâmicos, especialmente em plataformas como TikTok e reels do Instagram, ajudarão pequenas empresas a se destacar e criar conexões mais autênticas com o público.

  1. Investimento em cibersegurança

Com mais dados sendo coletados e transações digitais em alta, a proteção contra ataques cibernéticos será essencial. Pequenas empresas precisarão investir em ferramentas básicas de segurança, como firewalls, backups automáticos e treinamento em boas práticas digitais.

  1. Inclusão digital e acessibilidade

Haverá maior demanda por acessibilidade digital. Sites e aplicativos precisam ser projetados para atender diferentes públicos, incluindo pessoas com deficiência, o que também pode ampliar o alcance das pequenas empresas.

  1. Sustentabilidade Digital

Consumidores estarão mais atentos ao impacto ambiental das empresas. Pequenos negócios poderão adotar práticas sustentáveis nos seus processos digitais, como optar por fornecedores com servidores verdes e reduzir o uso de materiais impressos.

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