Entidade reforça debate sobre envelhecimento digno e aposta em obra com especialistas para combater discriminação etária
DA REDAÇÃO – SÃO PAULO
A Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo intensificou suas ações no combate ao etarismo e passou a apoiar a divulgação do livro Pequeno Manual Anti-idadista, produzido pelo Coletivo Velhices Cidadãs.
A publicação reúne artigos de 43 especialistas e tem como objetivo ampliar o debate e contribuir para a redução do preconceito contra pessoas idosas.
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Um dos autores da obra é o médico Gilberto Natalini, que destaca a importância de mudar a forma como a sociedade encara o envelhecimento.
Segundo ele, a decisão da Organização Mundial da Saúde, em 2022, de retirar a velhice da classificação de doenças foi um marco importante na luta por direitos e respeito à população idosa.
A iniciativa também reforça a defesa de um envelhecimento ativo, com foco na qualidade de vida e na valorização da experiência.
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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o Brasil vive um processo acelerado de envelhecimento. A proporção de idosos passou de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023 — e a previsão é que chegue a 37,8% até 2070.
Atualmente, mais da metade dos associados da AFPESP já tem mais de 60 anos, o que reforça a necessidade de políticas e ações voltadas à longevidade com qualidade.
𝗢 𝗾𝘂𝗲 é 𝗼 𝗲𝘁𝗮𝗿𝗶𝘀𝗺𝗼
O etarismo pode se manifestar de diferentes formas:
- Institucional: quando normas e políticas limitam oportunidades
- Interpessoal: nas relações entre pessoas
- Autodirigido: quando o próprio indivíduo internaliza o preconceito
Para o presidente da entidade, Artur Marques, combater esse tipo de discriminação é essencial para garantir bem-estar físico, mental e social.
A mobilização da AFPESP reforça a importância de ampliar o debate público sobre o tema e estimular uma sociedade mais inclusiva, que reconheça o envelhecimento como parte natural da vida — e não como limitação.






