Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Faculdade da área da saúde registra maioria feminina entre docentes e estudantes

Com 56,5% do corpo docente e 60% dos cargos acadêmicos ocupados por mulheres, instituição reflete avanço feminino no ensino superior.

Faculdade da área da saúde registra maioria feminina entre docentes e estudantes

Com 56,5% do corpo docente e 60% dos cargos acadêmicos ocupados por mulheres, instituição reflete avanço feminino no ensino superior e na liderança científica

DA REDAÇÃO – SÃO PAULO

As mulheres já representam mais de 60% dos concluintes da graduação no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior de 2022, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O avanço, consolidado ao longo das últimas décadas entre as estudantes, começa a se refletir também nos espaços de docência, pesquisa e gestão universitária.

Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), esse movimento já é visível. As mulheres representam 56,5% do corpo docente da instituição, percentual superior à média nacional de professoras universitárias, que é de 47,02%.

Presença feminina cresce na pesquisa

A participação feminina também se destaca nos programas de pós-graduação. Nos cursos de mestrado e doutorado da instituição, 45 docentes são mulheres, o que corresponde a 38% do quadro do stricto sensu.

A liderança em pesquisas científicas também apresenta forte presença feminina. Dos 44 grupos de pesquisa ativos na faculdade, 19 são liderados por mulheres — o equivalente a 43,2% do total registrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Os números mostram que a presença feminina não se limita à participação acadêmica, mas também se estende à condução de projetos científicos e à produção de conhecimento na área da saúde.

Mulheres ocupam maioria dos cargos acadêmicos

Na estrutura de gestão acadêmica da instituição, a presença feminina também é significativa. Dos 15 cargos acadêmicos — que incluem diretorias de cursos e da própria faculdade — nove são ocupados por mulheres, representando 60% das posições estratégicas.

Os dados indicam que a participação feminina já alcança posições de decisão dentro da estrutura universitária, refletindo mudanças importantes no perfil de liderança acadêmica.

Maioria também entre os estudantes

Entre os alunos da graduação, o cenário segue a mesma tendência. Atualmente, 60,3% dos estudantes são mulheres, representando 2.036 dos 3.379 alunos matriculados na instituição.

O índice acompanha o panorama nacional de predominância feminina no ensino superior brasileiro, conforme apontam os dados mais recentes do Inep.

Trajetórias que inspiram

A consolidação da presença feminina na instituição também pode ser observada em trajetórias acadêmicas marcantes. Entre elas está a da estudante Sarah Carolina Terra, premiada nacionalmente por seu trabalho de iniciação científica.

Outro exemplo é o da Professora Emérita Sonia Rolim, que se tornou a primeira mulher a alcançar o título de Professora Titular em seu departamento, abrindo caminho para novas gerações de pesquisadoras.

O cenário observado na instituição paulista reflete um movimento mais amplo no ensino superior brasileiro: mulheres que já eram maioria entre as estudantes passam agora a ocupar também espaços de decisão, liderança científica e formação de novos profissionais da área da saúde.

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