Projeto foca na formação de monitores e gestores das unidades de conservação com base no método internacional Leave No Trace. Primeira turma será treinada no Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Bertioga
DA REDAÇÃO – SÃOPAULO
A Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo iniciou, neste mês de julho, um projeto voltado à capacitação de monitores e gestores ambientais com foco na redução de impactos causados pelo turismo em áreas naturais. A iniciativa tem como objetivo principal preparar os profissionais que atuam nos parques e unidades de conservação a orientar os visitantes sobre boas práticas ambientais.
Atualmente, cerca de 900 monitores autônomos estão credenciados para atuar nos espaços administrados pela Fundação, que somam 154 unidades de conservação e 34 parques estaduais. A primeira etapa do projeto acontecerá nos dias 30 e 31 de julho, no Parque Estadual Serra do Mar – Núcleo Bertioga, maior parque estadual sob gestão da instituição.
O curso adotado é o Leave No Trace – Instrutor Nível 1, programa internacional de referência em educação ambiental para atividades ao ar livre. Durante a formação, os participantes aprenderão a instruir os visitantes sobre ações como o descarte correto de resíduos, planejamento de acampamentos, uso consciente de fogueiras e respeito à fauna e flora nativa.
A capacitação é conduzida pela empresa brasileira Gear Tips, especializada em educação em sustentabilidade e práticas de mínimo impacto. “Em menos de um ano, treinamos cerca de 250 pessoas no Brasil, e nosso objetivo é alcançar todos os parques nacionais, estaduais e unidades de conservação”, afirma Pedro Lacaz Amaral, fundador da Gear Tips.
Além de monitores, o projeto também prevê a capacitação de gestores das unidades, que serão preparados para atuarem como co-instrutores e multiplicadores do conhecimento dentro de suas regiões. O treinamento seguirá por diferentes localidades do estado de São Paulo.
De acordo com Daniel R. Silva, chefe do setor de uso público e parcerias da Fundação Florestal, o impacto do projeto vai além da capacitação. “O aumento de visitantes acompanhados por guias preparados reduz significativamente os casos de vandalismo e acidentes. A qualidade da visita importa tanto quanto a quantidade”, destaca.
A Fundação Florestal segue os passos de outros parques brasileiros que já adotaram o método Leave No Trace, como o Parque Nacional da Tijuca (RJ), Serra dos Órgãos (RJ), Chapada Diamantina (BA) e Chapada dos Veadeiros (GO).
Para viabilizar a expansão do projeto, o fundador da Gear Tips destaca a importância da parceria com a iniciativa privada. “O maior desafio para escalar o programa é a captação de recursos. Os cursos são subsidiados, e o engajamento de empresas locais é essencial para manter a proposta ativa e acessível”, explica Pedro.
Educação contínua
Os profissionais formados continuarão recebendo atualizações por meio de uma plataforma digital exclusiva, que oferece materiais, modelos de oficinas e ferramentas para replicar o conhecimento e manter os conteúdos atualizados.






