Inaugurado no dia 23 de dezembro, terminal passa por reparos, mas o mais grave é que não tem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, “Habite-se” e “Alvará de Funcionamento”
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
O Terminal Urbano “Nelson dos Reis Alves”, construído na área do antigo Ferrinho, está funcionando de forma irregular. O prédio, alvo de muitas críticas de usuários e que já está passando por reparos menos de dois meses após a inauguração, não tem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), não tem “Habite-se” e tampouco “Alvará de Funcionamento”. Os dois últimos documentos são emitidos pela Prefeitura, mediante cumprimento de exigências. Se os documentos não foram emitidos, é porque há irregularidades. Mesmo assim a atual administração mantém o terminal funcionando normalmente.
A construção do novo terminal causou muito descontentamento, principalmente pela imposição do governo Dilador Borges Damasceno de executar a obra no histórico campo do Ferrinho. Pouco adiantaram os protestos. Com projeto do arquiteto Emílio Ruas, a obra foi autorizada no final de agosto de 2023, com prazo de um ano para conclusão. O projeto foi doado ao município pela Havan, que fica muito próximo de onde construído o novo terminal. O terminal custou pouco menos de R$ 5 milhões aos cofres municipais.
No dia 23 de dezembro (a data inicial era dia 21), em marcante solenidade, o terminal foi inaugurado. Porém, entrou em operação oficialmente no dia 30 de dezembro de 2024. A partir daí começaram as reclamações, tanto pelo atraso dos ônibus como pelo sol no interior dos veículos. Além disso, houve problema no piso, que levou a uma intervenção da Prefeitura para resolver.
IRREGULARIDADES
Construído com dinheiro público, o terminal, segundo a Prefeitura, é administrado pela TUA, empresa concessionária do transporte coletivo. A administração do terminal faz parte do contrato de concessão.
A reportagem do Portal Nossa Cidade (nossacidade.online) fez perguntas em relação às datas de emissão do AVCB, “Habite-se” e “Alvará de Funcionamento”. A resposta foi a mesma para os três documentos: “Não tem”. Ou seja, Dilador Borges Damasceno inaugurou e permitiu a operação do terminal sem licença para funcionar. E a atual administração permite a operação.
MUITOS PROBLEMAS
O terminal urbano é apenas mais um dos muitos problemas deixados pela administração de Dilador. Além de fechar unidades de saúde, o que resultou em muitos problemas para a cidade, na área de vias não foi diferente. A Avenida Paranapanema teve buracos logo após a conclusão, assim como a Dois de Dezembro. Porém, nenhuma avenida se compara à problemática Pompeu de Toledo, que esta interditada desde o dia 17 de janeiro no trecho sentido bairro-centro, da Rua Anhanguera à Rua Tupinambás.






