Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Homem acusado de matar rival por vingança é condenado a mais de 18 anos de prisão

Júri rejeitou tese de legítima defesa e condenou Leonardo Rodrigues da Silva por homicídio qualificado; sentença foi definida na quinta-feira.

Homem acusado de matar rival por vingança é condenado a mais de 18 anos de prisão

Júri rejeitou tese de legítima defesa e condenou Leonardo Rodrigues da Silva por homicídio qualificado; sentença foi definida na quinta-feira (14)

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou, na quinta-feira (14), Leonardo Rodrigues da Silva a 18 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Ricardo Alexandre Ribeiro, ocorrido na madrugada de 26 de maio de 2023, no bairro Jussara, em Araçatuba (SP).

A sessão terminou por volta das 17 horas. O Conselho de Sentença rejeitou as teses apresentadas pela defesa, que pedia reconhecimento de legítima defesa ou a desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte.

Leonardo Rodrigues não poderá recorrer em liberdade. O promotor Adelmo Pinho informou que não irá recorrer da sentença.

Crime teria sido motivado por vingança

Segundo denúncia do Ministério Público, o homicídio foi motivado por vingança relacionada a desavenças envolvendo entorpecentes.

O réu respondia por homicídio qualificado por motivo torpe.

De acordo com a investigação, Leonardo teria perseguido Ricardo após conflitos anteriores ligados ao desaparecimento de drogas e ameaças mútuas. O Ministério Público sustentou que o acusado atacou a vítima com uma faca quando ela retornava para casa.

Vítima morreu antes de receber socorro

Conforme os autos do processo, Ricardo Alexandre Ribeiro ainda tentou correr para dentro da residência após ser atingido, mas caiu na garagem da casa e morreu antes da chegada do socorro.

O laudo necroscópico apontou que a vítima sofreu um golpe profundo na região do tórax e pescoço, provocando laceração de vasos próximos ao coração e hemorragia interna traumática.

Após o crime, Leonardo fugiu levando a faca usada no assassinato.

Posteriormente, ele foi preso e confessou o crime em depoimento, afirmando que mantinha antigas rixas com a vítima e que havia histórico de violência entre os dois.

Defesa tentou desclassificação do crime

O julgamento foi presidido pelo juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda.

A defesa de Leonardo Rodrigues foi feita pelos advogados Felipe Kenzo Said Onohara e Amanda Novaes Lacerda.

Durante o júri, o promotor Adelmo Pinho sustentou a tese de homicídio qualificado por motivo torpe, enquanto a defesa tentou convencer os jurados a desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte, além de alegar legítima defesa.

As teses defensivas, no entanto, foram rejeitadas pelo Conselho de Sentença, que decidiu pela condenação do acusado.

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