Continuidade de prática criminosa levou Ministério Público a pedir a prisão preventiva
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
Pouco antes das 16h30 de sexta-feira (15 de julho), o juiz de direito Adriano Pinto de Oliveira decretou a prisão preventiva de R. F. S. e L. P. P. F. (nome social C.D.). Os dois foram presos na terça-feira (12), durante a Operação Capitu, deflagrada pela Polícia Civil de Araçatuba e Birigui. Os dois foram presos em Araçatuba. Na sexta-feira, promotor de Justiças, Adelmo Pinho, da continuidade da prática criminosa, pediu a prisão preventiva dos dois suspeitos. A prisão foi decretada pelo juiz.
R.F.S. e L.P.P.F já tinham sido denunciados por tentativa de homicídio contra A.S.P. na tarde do dia 23 de junho de 2023, na Praça Paul Harris, no Bairro Nova Iorque, em Araçatuba. Na época, os dois, que são acusados de exploração da prospetituição de travestis, atacam A.S.P. com facão e só não a mataram porque conseguiu fugir e foi socorrida rapidamente. Além disso, subtraíram pertences da vítima, como um telefone celular.
Em fevereiro deste ano foi oferecida a denúncia, mas no entendimento do Ministério Público não havia elementos que justificassem a decretação de prisão preventiva.
No entanto, em julho deste ano, os dois voltaram a ameaçar mais duas pessoas. Ou seja, continuou praticando o mesmo tipo de crime e usando a violência.
De acordo com documentos aos quais a reportagem teve acesso, no dia 7 de julho de 2025 a vítima M.L.S.(nome social B.M.S.) e D.W.V. (nome social V.S.V. foram abordadas por um veículo Hyundai HB20 de cor branca, de onde desceu uma travesti identificada como “C.D.” portando um facão. De forma agressiva, “C.” exigiu valores referentes à suposta autorização para atuação no local, subtraiu a bolsa da vítima M. com documentos pessoais e desferiu-lhe golpes com a arma branca, causando-lhe lesões corporais. D. também foi atingida no braço. O condutor do veículo, identificado como R., permaneceu no interior do automóvel durante a ação.
“As investigações revelaram que R. e C. atuam de forma reiterada na exploração da prostituição de travestis em Araçatuba, mediante cobrança coercitiva de valores para permanência em pontos específicos da cidade, notadamente nas regiões da Avenida Brasília, Rua Marcílio Dias e no Bairro Novo Umuarama. Utilizam-se de ameaças, agressões físicas e intimidação para manter o controle territorial. Além disso, constatou-se que C. mantém imóvel utilizado para abrigar travestis mediante cobrança de diárias e taxas. R, por sua vez, possui extensa ficha criminal, incluindo condenações por roubo, extorsão, ameaça, lesão corporal e violência doméstica, além de mandado de prisão em a bom berto”, justifica o promotor em documento ao qual a reportagem teve acesso.
Diante dos argumentos do promotor Adelmo Pinho, o juiz Adriano Pinto de Oliveira decretou a prisão preventiva de R. e C.
“Assim, comprovada a periculosidade dos agentes, a decretação da restrição de suas liberdades torna-se imperiosa para manutenção da ordem pública, de modo que, presentes os requisitos ensejadores da prisão preventiva, DEFIRO o pedido formulado pelo Ministério Público e DECRETO a PRISÃO PREVENTIVA dos acusados”, concluiu o juiz.






