Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Justiça determina prisão preventiva de policial penal que matou homem no Jardim Brasil

Na audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (31), Justiça converteu prisão em flagrante em preventiva; vítima, de 29 anos, foi atingida por três disparos e objeto que carregava na cintura era um simulacro de pistola

Reprodução video

Câmera de segurança mostra a abordagem do policial penal - crédito Reprodução de câmera de segurança

A Justiça determinou nesta segunda-feira (31) a prisão preventiva do policial penal envolvido na morte de Robert R. R. Vieira, de 29 anos, ocorrida na noite de domingo (30), na esquina da Rua Pedro Alvares Cabral e Avenida Waldemar Alves, no Jardim Brasil, em Araçatuba. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Robert foi atingido por três disparos na Rua Pedro Álvares Cabral. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado à Santa Casa de Araçatuba, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial penal havia sido conduzido ao plantão policial após a ocorrência e permaneceu preso à disposição da Justiça por homicídio.

Robert teria ido ao local para tentar encerrar discussão

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, antes dos disparos havia ocorrido uma discussão envolvendo um casal de amigos.

Robert não participava diretamente do desentendimento.

Conforme relato da esposa da vítima registrado no B.O., ela e Robert foram ao local com a intenção de intervir e tentar encerrar a discussão.

Em determinado momento, Robert teria ido até o carro e colocado na cintura um objeto com aparência de arma de fogo.

Policial penal percebeu volume na cintura

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o policial penal teria percebido um volume na cintura de Robert e decidiu abordá-lo.

Durante a abordagem, teria visto o objeto. Conforme a versão registrada na ocorrência, quando Robert levou uma das mãos em direção à cintura, onde estava o objeto, o policial penal efetuou três disparos.

Robert caiu no local e permaneceu ferido até a chegada do atendimento médico.

Ele foi levado à Santa Casa, onde morreu em decorrência dos ferimentos.

Objeto era simulacro de pistola

Durante os trabalhos policiais, foi constatado que o objeto que Robert carregava não era uma arma de fogo.

Tratava-se de um simulacro de pistola.

Esse elemento deverá integrar a investigação sobre as circunstâncias dos disparos e a análise da conduta do policial penal.

Policial chamou a PM e permaneceu no local

O boletim de ocorrência registra ainda que o próprio policial penal acionou o telefone de emergência 190 após os disparos e comunicou o ocorrido.

Ele permaneceu no local até a chegada das equipes policiais.

Posteriormente, foi conduzido ao plantão policial, onde a ocorrência foi apresentada e a prisão em flagrante foi formalizada.

Flagrante é convertido em prisão preventiva

Nesta segunda-feira, o policial penal passou por audiência de custódia.

Na audiência, a juíza responsável pelo caso decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. Com isso, ele continuará preso enquanto o processo segue, salvo eventual nova decisão judicial.

A prisão preventiva não representa condenação antecipada. A responsabilidade criminal e as circunstâncias do homicídio ainda serão analisadas no decorrer da investigação e do processo judicial.

O caso deverá esclarecer, entre outros pontos, toda a dinâmica da abordagem, a percepção do policial penal sobre o objeto carregado por Robert e as circunstâncias que antecederam os três disparos.

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