Justiça marca audiências de instrução e julgamento do caso da morte encomendada de empresários de Araraquara
ANTÔNIO CRISPIM – SÃO PEDRO
Sete réus estão presos, entre eles o casal de advogados acusado de tramar e mandar matar os empresários Rosana Ferrari e José Eduardo Ometto Pavan; corpos foram encontrados em abril, em uma chácara, em São Pedro
ANTÔNIO CRISPIM – SÃO PEDRO
O juiz da 1ª Vara Criminal de São Pedro, Dalton Lacerda Vidal Vital Filho, marcou para os dias 10 de dezembro de 2025, 11 de fevereiro e 12 de fevereiro de 2026, sempre a partir das 13h30, as audiências de instrução e julgamento dos sete réus acusados de envolvimento na morte do casal de empresários de Araraquara, Rosana Ferrari e José Eduardo Ometto Pavan. Os corpos foram encontrados em uma chácara, em São Pedro, no dia 6 de abril deste ano.
Conforme despacho do juiz publicado no portal do Tribunal de Justiça no dia 25 de novembro último, houve troca dos defensores da ré e advogada Fernanda Morales Teixeira Barroso. O despacho indica que os novos advogados fizeram vários pedidos e até mesmo que fosse marcada nova data para a audiência. “Por fim, indefiro o pedido de redesignação da audiência de instrução, debates e julgamento. Primeiro, porque, ao aceitar a causa, o advogado assume o processo no estado em que se encontra, circunstância que deve ser analisada pelo profissional ao aceitar o encargo. E segundo, porque a audiência mais próxima está designada para o dia 10 de dezembro, havendo, portanto, 15 dias para estudo dos autos, tempo mais do que suficiente para que os novos advogados se inteirem do caso”, citou o juiz.
RELEMBRE O CASO
O casal saiu de Araraquara no dia 4 de abril e foi para São Pedro. Os corpos foram encontrados dois dias depois na caminhonete, na propriedade. Durante as investigações a polícia refez o trajeto do casal e obteve imagens de câmeras de segurança. Outros recursos, como quebra de sigilos, foram usados. Com este trabalho, os policiais chegaram ao casal de advogados Hércules Praça Barroso e Fernanda Moraes Teixeira Barroso, Carlos César Lopes de Oliveira (Cesão) e Ednaldo José Vieira (o Índio). Os advogados atuavam para os empresários. Os acusados de elaborar o plano (advogados) e os acusados de execução (Cesão e Índio) foram presos em junho, em São Carlos, onde os advogados mantinham escritório.
No dia 17 de julho mais três pessoas foram presas: Alex Severino de Lira, José Severino de Lira (Saúde), pai de Alex e Carlos José do Amaral (Cacá), tio da mulher de Alex. Os três são acusados de terem fornecido a arma paara o crime..
RECOMPENSA FINANCEIRA PELO CRIME
De acordo com a polícia, os advogados pagariam aproximadamente R$ 1,2 milhão pelo crime, dividindo o valor entre os executores e quem alugou a arma. Conversas de celular mostram a negociação do aluguel da arma por R$ 50 mil. Um deles ficaria com R$ 30 mil e os outros ficariam com R$ 10 mil cada. A arma é uma pistola 9mm, com numeração parcialmente suprimida e que no mercado tem preço inferior a R$ 5 mil.






