Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Mais três são presos por envolvimento na morte do casal de Araraquara

Prisão temporária do casal de advogados, a apontado como mandante e dos dois supostos executores, foi prorrogada por mais 30.

Mais três são presos por envolvimento na morte do casal de Araraquara

Prisão temporária do casal de advogados, a apontado como mandante e dos dois supostos executores, foi prorrogada por mais 30 dias; agora foram presos quem alugou a arma

ANTÔNIO CRISPIM – PIRACICABA

Policiais da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), prenderam mais três pessoas suspeitas de envolvimento na execução do casal Rosana Ferrari, de 61 anos, e de José Eduardo Ometto Pavan (69 anos), empresários. O casal residia em Araraquara e o assassinato ocorreu em São Paulo, onde os empresáriostinham uma chácara. De acordo com a polícia, pelo que foi apurado, a motivação do crime foi o interesse dos advogados de se apropriarem do patrimônio milionário do casal. Na operação realizada em São Carlos, foram presos um homem de 60 anos, seu filho de 29 anos e outro homem de 39 anos, tio da esposa do rapaz de 29 anos. Eles teriam fornecido, mediante pagamento, a arma usada no crime. As prisões ocorreram na qquinta-feira (17).

O casal saiu de Araraquara no foi para São Pedro no dia 4 de abril e desapareceu. Os corpos foram encontrados dois dias depois na caminhonete, na propriedade. Durante as  investigações a polícia refez o trajeto do casal e obteve imagens de  câmeras de segurança. Outros recursos, como quebra de sigilos, foram usados. Com este trabalho, os policiais chegaram ao casal de advogados e os possíveis executores do crime. Os advogados atuavam para os empresários e o desejo de ficar com o patrimônio teria motivado a dupla execução. Possíveis mandantes e executores foram presos no dia 17 de junho, em São Carlos, onde os advogados mantinham escritório.

Com a prisão dos mandantes, dos executores e dos fornecedores da arma, a polícia entende que todos os envolvidos foram identificados. Agora as investigações prosseguem para definir a participação de cada um na trama criminosa.

RECOMPENSA FINANCEIRA PELO CRIME

De acordo com a polícia, os advogados pagariam aproximadamente R$ 1,2 milhão pelo crime, dividindo o valor entre os executores e quem alugou a arma. Conversas de celular mostram a negociação do aluguel da arma por R$ 50 mil. Um deles ficaria com R$ 30 mil e os outros ficariam com R$ 10 mil cada.  A arma é uma pistola 9mm, com numeração parcialmente suprimida e que no mercado tem preço inferior a R$ 5 mil.

PRISÕES TEMPORÁRIAS

As prisões são temporárias por 30 dias. A Justiça já prorrogou por mais 30 dias a prisão dos advogados e  dos executores. Agora a polícia ten mais 30 dias para concluir e relatar o inquérito, com o indiciamento e participação de cada um no crime.

Fotos. – Polícia Civil de Piracicaba/Reprodução G1

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