Terça-feira, 22 de setembro de 2026
MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade

Máquina de R$ 630 mil é danificada ao bater em viaduto da Rua Aguapeí; acidentes se repetem e preocupam motoristas

.

Máquina de R$ 630 mil é danificada ao bater em viaduto da Rua Aguapeí; acidentes se repetem e preocupam motoristas

Sindicato dos Caminhoneiros questiona altura indicada na sinalização e afirma que mudanças no acesso à Rodovia Marechal Rondon aumentaram o número de ocorrências no local

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Mais um acidente envolvendo veículos de grande porte foi registrado na manhã desta segunda-feira (6) sob o viaduto da Rodovia Marechal Rondon, na Rua Aguapeí, em Araçatuba. Desta vez, uma pá-carregadeira avaliada em aproximadamente R$ 630 mil ficou bastante avariada após atingir as vigas da estrutura durante o transporte.

Embora o caminhão não tenha ficado preso sob o viaduto, como ocorreu em outras ocasiões, os danos causados ao equipamento reforçam um problema que, segundo motoristas e representantes da categoria, vem se tornando frequente no local.

Máquina seguia de Minas Gerais para Araçatuba

Segundo informações apuradas pela reportagem do Portal Nossa Cidade, o equipamento transportado era uma pá-carregadeira W130, da New Holland, que saiu de Contagem (MG) com destino à concessionária, localizada nas proximidades do Shopping Praça Nova.

Durante a passagem sob o viaduto, a máquina atingiu a estrutura e sofreu danos significativos. O equipamento possui seguro.

Sindicato questiona altura do viaduto

O presidente do Sindicato dos Condutores Autônomos de Araçatuba (Sindcam), Gladston Barsalobre, afirmou que a sequência de acidentes preocupa pelos prejuízos financeiros e pelos riscos à segurança.

Segundo ele, a entidade já levou o problema ao conhecimento do setor operacional da ViaRondon.

A placa instalada no local informa altura máxima de 4,40 metros, porém, conforme informações recebidas pelo sindicato, a altura real seria de 4,45 metros.

Mesmo assim, Barsalobre afirma que ainda existem dúvidas.

“Fomos informados que a altura real é de 4,45 metros. Mas temos nossas dúvidas e não descartamos solicitar uma medição por um órgão oficial para que não reste qualquer questionamento. O número de acidentes faz muita gente desconfiar da altura real do viaduto”, afirmou.

Mudança no acesso pode ter agravado problema

Motoristas e comerciantes que trabalham nas proximidades afirmam que os acidentes aumentaram após as alterações no acesso entre a Rodovia Elyeser Montenegro Magalhães e a Marechal Rondon, realizadas para execução das obras da passarela na região.

Segundo relatos, muitos caminhoneiros erram o novo acesso e acabam utilizando a Rua Aguapeí para fazer retornos, passando sob o viaduto sem perceber as restrições de altura.

Um trabalhador que atua nas imediações relatou que a mudança no tráfego alterou significativamente a rotina da região.

“Depois que mudaram o acesso da rodovia, aumentou bastante o número de acidentes. Há poucos dias um caminhão chegou a arrastar um carro aqui”, contou.

Problema recorrente

Os acidentes envolvendo caminhões que atingem as vigas do viaduto da Rua Aguapeí têm se repetido nos últimos meses, provocando prejuízos materiais e transtornos ao trânsito.

Diante da frequência das ocorrências, representantes da categoria defendem uma avaliação técnica da estrutura e da sinalização existente no local para verificar se as informações prestadas aos motoristas correspondem às condições reais da passagem.

Enquanto isso, o viaduto continua sendo cenário de novos acidentes, reforçando a preocupação de caminhoneiros, transportadores e moradores da região.

Compartilhar
Publicidade

Leia também