Especialistas destacam fatores de risco e listam 7 sinais da doença que muitas pessoas costumam ignorar
DA REDAÇÃO – SÃO. PAULO
A campanha Março Azul-Marinho reforça neste mês a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal, considerado um dos tumores mais comuns no mundo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doença é o terceiro tipo de câncer mais diagnosticado globalmente e a segunda principal causa de morte por câncer. No Brasil, estimativas do Instituto Nacional de Câncer apontam cerca de 45 mil novos casos por ano.
O problema é que o tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa. Nas fases iniciais, muitas vezes não apresenta sintomas claros, o que torna o rastreamento e a atenção aos sinais ainda mais importantes.
Estilo de vida influencia risco da doença
Especialistas explicam que o aumento dos casos está relacionado a fatores como envelhecimento da população e mudanças no estilo de vida.
Entre os principais fatores de risco estão:
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dietas pobres em fibras
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consumo frequente de carnes processadas
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sedentarismo
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obesidade
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tabagismo
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consumo excessivo de álcool
A OMS classifica alimentos como salsicha, bacon, presunto e linguiça como carcinogênicos, enquanto o consumo elevado de carne vermelha é considerado provavelmente carcinogênico.
Por outro lado, hábitos saudáveis ajudam a reduzir significativamente o risco da doença.
Segundo o médico Enilton Monteiro Machado, professor de coloproctologia no curso de Medicina da Afya Centro Universitário Itaperuna, o estilo de vida tem forte influência no desenvolvimento do tumor.
“Uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais, aliada à prática regular de atividade física, pode diminuir de forma importante a probabilidade de desenvolver o câncer colorretal”, explica.
Rastreamento deve começar a partir dos 45 anos
De acordo com o oncologista Luciano Souza, professor da Afya Ipatinga, o rastreamento é essencial mesmo em pessoas aparentemente saudáveis.
“Os tumores iniciais geralmente não causam sintomas. Por isso, recomenda-se iniciar os exames de rastreamento a partir dos 45 anos para indivíduos sem fatores de risco adicionais”, afirma.
Ele explica que a maioria dos tumores surge a partir de pólipos adenomatosos, pequenas lesões benignas que se formam na parede do intestino e podem evoluir lentamente para o câncer.
Quando identificados durante exames como a colonoscopia, esses pólipos podem ser retirados, interrompendo o desenvolvimento da doença.
Predisposição genética também pode influenciar
Embora a maioria dos casos seja considerada esporádica, cerca de 25% dos diagnósticos têm relação com histórico familiar ou predisposição genética.
Síndromes hereditárias raras, como a Síndrome de Lynch e a Polipose Adenomatosa Familiar, aumentam significativamente o risco de desenvolvimento da doença.
Nessas situações, o acompanhamento médico costuma começar mais cedo e pode incluir exames periódicos e avaliação genética.
7 sinais precoces que muitas pessoas ignoram
Especialistas alertam que alguns sintomas podem indicar alterações no intestino e devem ser investigados quando persistem por mais de duas ou três semanas:
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Mudança persistente no hábito intestinal
Diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois por várias semanas. -
Sangue nas fezes
Pode aparecer vermelho vivo ou deixar as fezes mais escuras. -
Fezes mais finas que o habitual
Alteração no calibre das fezes por período prolongado. -
Sensação de evacuação incompleta
Sensação de que o intestino não foi totalmente esvaziado. -
Desconforto abdominal frequente
Cólica, inchaço, gases ou dor persistente. -
Cansaço constante ou fraqueza
Pode estar associado à anemia causada por sangramentos intestinais. -
Perda de peso sem causa aparente
Emagrecimento involuntário sem mudanças na rotina.
Informação e diagnóstico precoce salvam vidas
A presença desses sintomas não significa necessariamente câncer, mas a persistência deles deve sempre ser avaliada por um médico.
Para especialistas, campanhas como o Março Azul-Marinho são fundamentais para ampliar a conscientização da população.
“O câncer colorretal é uma das poucas neoplasias em que podemos agir antes mesmo que a doença se desenvolva. Quando a população entende a importância dos hábitos saudáveis e dos exames de rotina, conseguimos reduzir significativamente os casos e salvar vidas”, reforça o oncologista Luciano Souza.
Nesse cenário, informação, prevenção e diagnóstico precoce são aliados essenciais para reduzir os impactos da doença e aumentar as chances de tratamento eficaz.






