Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Moradores de Engenheiro Taveira continuam ilhados e isolados em meio à lama e buracos

Integrantes da Defesa Civil Municipal Visitam o local, mas nada foi afirmado aos moradores, que continuam preocupados; com novas chuvas,.

Moradores de Engenheiro Taveira continuam ilhados e isolados em meio à lama e buracos

Integrantes da Defesa Civil Municipal Visitam o local, mas nada foi afirmado aos moradores, que continuam preocupados; com novas chuvas, casas podem desabar

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

“É lamentável que uma cidade do tamanho de Araçatuba com tantos órgãos e autoridades, não tenha ninguém com disposição de fiscalizar este tipo de obra”, desabafou a moradora Rosângela da Silva, que disse estar revoltada com o jogo de “empurra-empurra”. A família de Rosângela tem duas casas, uma na Rua São Paulo e outra na Rua Ouro Preto.  A da São Paulo é mais preocupante. Segundo Rosângela, um representante da Defesa Civil disse que, sem chuva não há risco de desabamento. Mas, no caso de novas chuvas, há risco e que a família deve ficar atenta. Outro fato que chamou a atenção de moradores é que o diretor do Departamento de Infraestrutura Urbana da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, Paulo Henrique Trigo, com veículo oficial, levou os três integrantes da Defesa Civil a Taveira, mas mesmo a obra estando ligada à pasta, ele não desceu do veículo para ver o que estava acontecendo.

O Bairro de Engenheiro Taveira tem aproximadamente 600 imóveis, onde residem cerca de 1,6 mil pessoas. A grande maioria está sendo impactada pelos problemas causados pela pelas obras inacabadas. De cordo com placa no local, o início dos trabalhos foi 24 de janeiro de 2024, com prazo de término de seis meses. Desta forma, a obra deveria estar concluída no dia 23 de julho de 2024. No entanto, de acordo com os moradores, a empresa chegou a ficar 20 dias sem atividade no local. O contrato foi firmado no valor de R$ 5.499.930, 61. O entanto, houve empenho de R$ 5.929.800,60. Os pagamentos feitos à empresa totalizam R$ 3.676.407,06.  Isso equivale a 66% do valor do contrato e 62% do valor empenhado.

Para moradores o jogo de empurra-empurra revela o descaso da administração com a situação. Rosângela da Silva disse que inicialmente procurou a GS Inima Samar, que se eximiu de qualquer responsabilidade. Procurou a Defesa Civil e foi orientada a procurar a Secretaria de Planejamento. Nada foi resolvido. “O que nós queríamos é que alguém nos ouvisse e assumisse a responsabilidade de resolver a questão. Esperamos 100 anos para receber estes benefícios e pelo visto vamos esperar mais dez para resolver a questão”, disse Rosângela da Silva.

OS PROBLEMAS

A moradora disse que os problemas começaram a surgir há aproximadamente 15 dias, mas ficaram mais graves no sábado, com a chuva que atingiu a localidade. A partir daí os buracos aumentaram, ameaçando muitas casas. “Esta fase da obra já deveria estar concluída há muito tempo e até mesmo concluída a pavimentação. Porém, falta muito da galeria e a pavimentação não tem um centímetro feito”, acrescentou.

Um dos integrantes da Defesa Civil disse que as casas não têm estrutura. A moradora discorda e disse que a edificação foi feita há pouco mais de seis anos. A maioria das casas, segundo ela, tem boa estrutura. Reconhece que há algumas, construídas há muitos anos, que podem não seguir critérios técnicos, mas são poucas.

Carro da própria empresa ficou atolado

Uma das casas ameaçadas, com escora mas avanço do buraco pode comprometer toda estrutura.

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