Integrantes da Defesa Civil Municipal Visitam o local, mas nada foi afirmado aos moradores, que continuam preocupados; com novas chuvas, casas podem desabar
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
“É lamentável que uma cidade do tamanho de Araçatuba com tantos órgãos e autoridades, não tenha ninguém com disposição de fiscalizar este tipo de obra”, desabafou a moradora Rosângela da Silva, que disse estar revoltada com o jogo de “empurra-empurra”. A família de Rosângela tem duas casas, uma na Rua São Paulo e outra na Rua Ouro Preto. A da São Paulo é mais preocupante. Segundo Rosângela, um representante da Defesa Civil disse que, sem chuva não há risco de desabamento. Mas, no caso de novas chuvas, há risco e que a família deve ficar atenta. Outro fato que chamou a atenção de moradores é que o diretor do Departamento de Infraestrutura Urbana da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, Paulo Henrique Trigo, com veículo oficial, levou os três integrantes da Defesa Civil a Taveira, mas mesmo a obra estando ligada à pasta, ele não desceu do veículo para ver o que estava acontecendo.
O Bairro de Engenheiro Taveira tem aproximadamente 600 imóveis, onde residem cerca de 1,6 mil pessoas. A grande maioria está sendo impactada pelos problemas causados pela pelas obras inacabadas. De cordo com placa no local, o início dos trabalhos foi 24 de janeiro de 2024, com prazo de término de seis meses. Desta forma, a obra deveria estar concluída no dia 23 de julho de 2024. No entanto, de acordo com os moradores, a empresa chegou a ficar 20 dias sem atividade no local. O contrato foi firmado no valor de R$ 5.499.930, 61. O entanto, houve empenho de R$ 5.929.800,60. Os pagamentos feitos à empresa totalizam R$ 3.676.407,06. Isso equivale a 66% do valor do contrato e 62% do valor empenhado.
Para moradores o jogo de empurra-empurra revela o descaso da administração com a situação. Rosângela da Silva disse que inicialmente procurou a GS Inima Samar, que se eximiu de qualquer responsabilidade. Procurou a Defesa Civil e foi orientada a procurar a Secretaria de Planejamento. Nada foi resolvido. “O que nós queríamos é que alguém nos ouvisse e assumisse a responsabilidade de resolver a questão. Esperamos 100 anos para receber estes benefícios e pelo visto vamos esperar mais dez para resolver a questão”, disse Rosângela da Silva.
OS PROBLEMAS
A moradora disse que os problemas começaram a surgir há aproximadamente 15 dias, mas ficaram mais graves no sábado, com a chuva que atingiu a localidade. A partir daí os buracos aumentaram, ameaçando muitas casas. “Esta fase da obra já deveria estar concluída há muito tempo e até mesmo concluída a pavimentação. Porém, falta muito da galeria e a pavimentação não tem um centímetro feito”, acrescentou.
Um dos integrantes da Defesa Civil disse que as casas não têm estrutura. A moradora discorda e disse que a edificação foi feita há pouco mais de seis anos. A maioria das casas, segundo ela, tem boa estrutura. Reconhece que há algumas, construídas há muitos anos, que podem não seguir critérios técnicos, mas são poucas.








