Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Morte de mulher no Dia dos Namorados leva MPSP a denunciar três homens em Ilha Solteira

Vítima e um dos acusados eram estudantes da UNESP; corpo ainda não foi encontrado; dois estão presos e MP pediu.

Morte de mulher no Dia dos Namorados leva MPSP a denunciar três homens em Ilha Solteira

Vítima e um dos acusados eram estudantes da UNESP; corpo ainda não foi encontrado; dois estão presos e MP pediu prisão do terceiro envolvido

DA REDAÇÃO – ILHA SOLTEIRA

A promotora de Justiça Laís Bazanelli Marques Deguti, de Ilha Solteira, denunciou três homens envolvidos na morte de uma mulher trans, com quem um deles mantinha um relacionamento amoroso. O crime foi cometido no Dia dos Namorados deste ano. Dois dos investigados são acusados de feminicídio praticado para assegurar a impunidade de outros delitos, além de ocultação de cadáver e fraude processual.  O namorado da vítima, Marcos Yuri Amorim, e o policial militar ambiental da reserva Roberto Carlos Oliveira já estão presos por participação no crime. Já o outro pode responder pelos dois últimos crimes e teve a prisão solicitada pelo MP.

De acordo com a denúncia, a vítima e o assassino estudavam na UNESP de Ilha Solteira e mantinham um relacionamento conturbado que durou cerca de 15 anos. O homem não assumia publicamente o namoro e se envolvia com outras pessoas, o que gerava brigas frequentes. Em mensagens enviadas a uma amiga meses antes do crime, a mulher relatou que vinha sendo ameaçada e chegou a afirmar que, se algo acontecesse a ela, o responsável seria o companheiro. Poucos dias antes da morte, a vítima criou um arquivo digital contendo informações comprometedoras sobre o acusado em relação a crimes anteriores.
Segundo apuração da Promotoria, no dia 12 de junho, a vítima foi ao sítio do homem com quem se relacionava, onde foi atacada e morta. Ambos haviam apresentado juntos, na mesma manhã, um trabalho acadêmico na universidade. O outro suspeito chegou pouco depois ao local e, conforme o Ministério Público, aderiu à conduta criminosa, ajudando a ocultar o corpo. Após o homicídio, os dois se desfizeram de evidências, destruíram objetos e limparam vestígios de sangue. Até o momento, o corpo da mulher não foi encontrado.
A Promotoria sustenta que o crime foi cometido com o objetivo de garantir a impunidade do principal acusado em relação a outros ilícitos. O Ministério Público também aponta que os envolvidos alteraram a cena do crime e eliminaram provas digitais para dificultar as investigações.
Além de oferecer denúncia à 1ª Vara Judicial da Comarca de Ilha Solteira, Laís requereu a manutenção das prisões preventivas dos acusados já detidos e a decretação da prisão do terceiro envolvido.
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