Programa deve concluir triagem, consultas e entrega de óculos ainda no primeiro semestre; cerca de 1.700 crianças já foram avaliadas em 2025
DA REDAÇÃO -ARAÇATUBA
O Mutirão Oftalmológico retomou as atividades em Araçatuba na última terça-feira (25/02) com foco exclusivo nos alunos matriculados no 1º ano do ensino fundamental da rede pública municipal. A meta é concluir as três etapas do projeto — triagem, consultas e entrega de óculos — antes do fim do primeiro semestre letivo.
Instituído pela Lei nº 8.887/2025, de autoria do vereador Fernando Fabris, o programa chega ao segundo ano consecutivo priorizando crianças que estão no início do processo de alfabetização. A escolha dessa etapa escolar é estratégica, já que dificuldades visuais não diagnosticadas podem comprometer diretamente o aprendizado da leitura e da escrita.
Em 2025, aproximadamente 1.700 crianças já foram triadas pelo UniSALESIANO, instituição parceira responsável por mobilizar docentes e acadêmicos para os exames de rastreamento. Na sequência, mais de 300 consultas oftalmológicas foram realizadas por 13 médicos voluntários. Em dezembro, 145 crianças receberam óculos doados pelo Laboratório Perego.
Parcerias fortalecem o projeto
O êxito da iniciativa é resultado da articulação entre diferentes setores. O UniSALESIANO disponibiliza estrutura acadêmica e atendimento qualificado, ao mesmo tempo em que proporciona formação prática aos futuros profissionais de saúde. Já os médicos voluntários garantem o atendimento especializado sem custos adicionais ao município, enquanto o Laboratório Perego viabiliza a confecção e a doação dos óculos para as crianças com diagnóstico confirmado.
Segundo o vereador Fernando Fabris, a rede de parceiros permite que o programa funcione de forma eficiente e sustentável, sem onerar os cofres públicos além do necessário para sua institucionalização.
Meta para 2026 é agilizar todas as etapas
Neste ano, o principal avanço será a conclusão de todas as fases ainda no primeiro semestre, possibilitando que as crianças que necessitam de correção visual iniciem o segundo semestre já com os óculos.
A iniciativa parte de um dado preocupante: problemas de visão não diagnosticados estão entre as principais causas de dificuldade de aprendizagem na fase inicial da alfabetização. Casos de miopia ou astigmatismo podem ser confundidos com dificuldades pedagógicas, quando, na verdade, a solução é simples e acessível.
De acordo com o coordenador do curso de Medicina do UniSALESIANO, Dr. Antônio Poletto, o mutirão integra um conjunto de políticas públicas preventivas que enfrentam causas estruturais do baixo rendimento escolar, ampliando o cuidado para além da sala de aula.
Para o pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação da instituição, Prof. Dr. André Ornellas, a ampliação da meta reforça o compromisso com a responsabilidade social e com a formação acadêmica alinhada às necessidades da comunidade. Já o reitor do UniSALESIANO, Pe. Paulo Vendrame, destacou que o projeto atualiza o ideal educativo de Dom Bosco, aliando cuidado com as crianças à formação prática dos acadêmicos de Medicina.






