“Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Não manda nem um jipe. Manda um soldado e um cabo. Não é querer desmerecer o soldado e o cabo”, afirmou Eduardo Bolsonaro para uma plateia de estudantes, em uma palestra antes do primeiro turno. Ele foi eleito com 1.843.735 votos, batendo o recorde de deputado federal mais votado do país. Antes, o recorde era de Enéas Carneiro, com pouco mais de 1,5 milhão de votos. Em 2022, Eduardo Bolsonaro foi reeleito com 741.701, uma queda de 59,78%. Como se observa, há muito tempo o clã já pensava em uma forma de se manter no poder.
Conspirar contra o país
A decisão do deputado de licenciar-se para ir aos Estados Unidos buscar apoio para o seu pai é um direito. Mas conspirar contra o país e vangloriar-se disso, causa espanto e não é por acaso que muitos que apoiaram os Bolsonaro no passado, já estão repensando o futuro. Observa-se que o projeto político não vai além da família e aqueles que ousaram enfrentar ou discordar, foram abandonados, como ocorreu com Joice Hasselmann e mais recentemente com Carla Zambelli. Outros já sentiram na pele a fúria da família.
Guerra pelas cores

A esquerda não se conformava com o uso das cores verde e amarelo pelo bolsonarismo. Os mais exaltados reclamavam que era uma apropriação indevida das cores nacionais. Não teve choro. A direita e o bolsonarismo surfou no verde e amarelo. Até mesmo quando foi cogitado que a Seleção Brasileira de Futebol poderia usar a cor vermelha (que remete à esquerda), a reclamação foi geral. Não pegou bem. Porém, a própria direita deu o caminho que a esquerda tanto esperava. O boné vermelho com a inscrição Make America Great Again (em português: Torne a América Grande Novamente), abreviado como MAGA, cobriu a cabeça de muitos líderes da direita, como Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo), Eduardo Bolsonaro e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, como muitos outros.
Tudo que a esquerda queria
Tudo que a esquerda tanto buscou, os Bolsonaro se encarregaram de entregar de bandeja. O trabalho de Eduardo para que Trump aumentasse as taxas de importação do Brasil passou a imagem de traidor da pátria, estimulando a interferência de um governante em questões internas do país, ameaçando a soberania nacional. Foi um presente para a esquerda, que rapidamente assumiu o azul (outra cor da Bandeira e da Seleção Brasileira), com a inscrição “O Brasil é dos brasileiros”. Mais do que isso, deixou a esquerda abraçar a causa do nacionalismo, que estava tão presente no bolsonarismo.
Câmara vazia em audiência pública
Na quinta-feira (17) foi realizada na Câmara de Araçatuba audiência pública para discutir o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. A legislação garante a participação do cidadão nas discussões importantes para o município e como deve ser aplicado o dinheiro público. Porém, a Câmara estava vazia e apenas dois terços dos vereadores estavam presentes. É muito difícil fortalecer a cidadania.






