O assunto da semana em Araçatuba foi a rejeição, pela Câmara, do pedido de Comissão Processante para apurar possíveis irregularidades administrativas cometidas pelo prefeito Lucas Zanatta. Levar filho na escola, como consta do relatório da CPI é função de servidor público? Porém, isso é outra questão. Tem gente que acha normal um senador ligar para um banqueiro e pedir R$ 134 milhões. O que chama a atenção foram as críticas e elogios dirigidas a vereadores que votaram contra e a favor da denúncia. Na atual legislatura há vereadores como Edna Flor, Denilson Pichitelli, Arlindo Araújo, João Moreira, Carlinhos do Terceiro, Gilberto Batata Mantovani e Luís Boatto que já estiveram em outras legislaturas, enquanto Damião Brito, Icaro Morales, Fernando Fabris, João Pedro Pugina, Sol do Autismo, Rodrigo Atayde, Hideto Honda e Luciano Perdigão, que estão no primeiro mandato. Para saber a coerência de cada vereador, é preciso ver como votaram em questões semelhantes no passado. Com certeza, em muitos casos, não é convicção ou interesse público. [E interesse pessoal mesmo.
Apenas dois vereadores estavam na primeira legislatura deste século
Dos atuais 15 vereadores, apenas Edna Flor, Gilberto Batata Mantovani e Arlindo Araújo estavam na legislatura 2001-2004, a primeira deste século, e tiveram oportunidade de votar o pedido de CP contra Jorge Maluly Netto no caso do Banco Interior. O pedido de CP foi apresentado pela então vereadora Clarice Andorfato. Como votaram Edna, Batata e Arlindo? Posteriormente, os três e outros tiveram oportunidade de votar em pedidos de CP contra Cido Sério e Dilador Borges. Como votaram? Há aqueles que acham que isso é perda de tempo e que vereador é para dar nome a ruas ou fazer homenagens. Outros posam de paladinos da moralidade, mas são muito seletivos. A moralidade é apenas quando lhes interessa de alguma forma. Tem vereador que vota contra CPI em todos os governos e de repente, decido que é preciso investigar. O eleitor precisa ficar atento.
Expansão da Sabesp após a privatização
Os novos controladores da Sabesp estão indo ao mercado com bastante apetite. A Sabesp assumiu o controle acionário e a gestão da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia). A transação, no valor de R$ 1,1 bilhão, foi aprovada sem restrições pelo Cade e visa fortalecer a segurança hídrica e a integração no setor elétrico em São Paulo. Já assumiu o controle de empresas de abastecimento de Mirassol e Castilho. A empresa adquiriu 90% da Sanessol (Saneamento de Mirassol), concessionária que atende cerca de 65 mil habitantes no município paulista. A aquisição por parte da Sabesp fortalece a expansão da empresa no setor de saneamento do interior paulista,que foi ampliado com o controle acionário da Água Castilho, que pertencia à Iguá Saneamento. A Sabesp ira sócia minoritária e o assumiu o controle total. O negócio foi da ordem de mais de 30 milhões.
Sabesp tem parcerias com a GS Inima
A Sabesp e a GS Inima (controladora da GS Inima Samar) mantêm parcerias estratégicas de longo prazo no setor de saneamento, com destaque para a criação do Aquapolo e concessões integradas. O relacionamento entre ambas envolve projetos de alto impacto, como o Aquapolo Ambiental, que é o maior empreendimento de produção de água de reúso industrial do Hemisfério Sul e o quinto maior do mundo. Localizado em São Paulo, o sistema transforma esgoto tratado em água de altíssima qualidade para uso industrial, poupando água potável e a outra parceria é em Sociedades de Propósito Específico (SPEs) para estruturar concessões plenas, como o premiado sistema de gestão e governança de esgoto em Mogi Mirim através da Sesamm. Como a GS Inima foi vendida à AQA (Abu Dhabi National Energy Company), uma holding energética estatal de Abu Dhabi, por R$ 6 bilhões, resta saber se o novo controlador vai ter interesse em manter a concessionária de Araçatuba, que é apenas um pequeno ativo. É bom ficar atento. A Sabesp já deixou claro que gosta de fazer negócios com parceiros.






