Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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No Dia Internacional da Mulher, Araçatuba vai ganhar DDM 24 horas

Anúncio foi feito pelo delegado seccional de Araçatuba, Getúlio Sílvio Nardo; iniciativa faz parte de programa do governo estadual ANTÔNIO.

No Dia Internacional da Mulher, Araçatuba vai ganhar DDM 24 horas

Anúncio foi feito pelo delegado seccional de Araçatuba, Getúlio Sílvio Nardo; iniciativa faz parte de programa do governo estadual

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A partir do próximo dia 8 – Dia internacional da Mulher, a Delegacia de Defesa da Mulher, de Araçatuba, vai funcionar 24 horas. O anúncio foi feito pelo delegado Seccional de Araçatuba, Getúlio Sílvio Nardo, durante entrevista coletiva. O governo de Tarcísio de Freitas quer que em toda sede de Deinter  (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) – Araçatuba é Deinter 10 a DDM funcione durante 24 horas por dia.

Segundo Getúlio Nardo, além de garantir atendimento às mulheres vítimas de violência em um ambiente diferenciado, com a DDM 24 horas é possível agilizar todo processo de acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência ou que se sintam ameaçadas.

Atualmente, fora do horário de expediente – das 8 às 18 horas, de segunda-feira a sexta-feira ´- as mulheres vítimas de violência são atendidas nos plantões policiais. Posteriormente os boletins de ocorrência seguem para a DDM. Com isso, muitas vezes as medidas de proteção sofrem atraso. Com a DDM 24 horas, todo processo será agilizado.

INICIATIVA HISTORICA

A primeira Delegacia de Defesa da Mulher foi criada por meio de decreto assinado pelo governador André Franco Montoro no dia 6 de agosto de 1985. A primeira delegada foi Rosmary Corrêa, que, graças ao seu trabalho na defesa dos direitos das mulheres foi eleita deputada estadual em 1990 e reeleita em 194, 1998 e 2002.

Em 1986, uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador criou as DDMs em dezenas de cidades da Grande São Paulo, litoral e interior do Estado. Rosmary Corrêa foi a responsável por percorrer o estado trabalhando para instalação das delegacias. Ela sempre disse que foi uma iniciativa de baixo para cima. Ou seja, a DDM foi uma conquista das mulheres por meio de movimentos que cobravam um atendimento diferenciado às mulheres vítimas de violência. Ela sempre defendeu que a iniciativa de São Paulo foi pioneira no mundo.

A importância da DDM em centenas de municípios brasileiros vai além do atendimento às mulheres vítimas de violência. As delegadas se tornaram, em muitos casos, porta-vozes das mulheres. Por meio de palestras e outras iniciativas, as titulares das DDMs estimulam as mulheres a denunciarem abusos. Mostram que elas têm voz e não podem se calar.

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