Anúncio foi feito pelo delegado seccional de Araçatuba, Getúlio Sílvio Nardo; iniciativa faz parte de programa do governo estadual
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
A partir do próximo dia 8 – Dia internacional da Mulher, a Delegacia de Defesa da Mulher, de Araçatuba, vai funcionar 24 horas. O anúncio foi feito pelo delegado Seccional de Araçatuba, Getúlio Sílvio Nardo, durante entrevista coletiva. O governo de Tarcísio de Freitas quer que em toda sede de Deinter (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) – Araçatuba é Deinter 10 a DDM funcione durante 24 horas por dia.
Segundo Getúlio Nardo, além de garantir atendimento às mulheres vítimas de violência em um ambiente diferenciado, com a DDM 24 horas é possível agilizar todo processo de acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência ou que se sintam ameaçadas.
Atualmente, fora do horário de expediente – das 8 às 18 horas, de segunda-feira a sexta-feira ´- as mulheres vítimas de violência são atendidas nos plantões policiais. Posteriormente os boletins de ocorrência seguem para a DDM. Com isso, muitas vezes as medidas de proteção sofrem atraso. Com a DDM 24 horas, todo processo será agilizado.
INICIATIVA HISTORICA
A primeira Delegacia de Defesa da Mulher foi criada por meio de decreto assinado pelo governador André Franco Montoro no dia 6 de agosto de 1985. A primeira delegada foi Rosmary Corrêa, que, graças ao seu trabalho na defesa dos direitos das mulheres foi eleita deputada estadual em 1990 e reeleita em 194, 1998 e 2002.
Em 1986, uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador criou as DDMs em dezenas de cidades da Grande São Paulo, litoral e interior do Estado. Rosmary Corrêa foi a responsável por percorrer o estado trabalhando para instalação das delegacias. Ela sempre disse que foi uma iniciativa de baixo para cima. Ou seja, a DDM foi uma conquista das mulheres por meio de movimentos que cobravam um atendimento diferenciado às mulheres vítimas de violência. Ela sempre defendeu que a iniciativa de São Paulo foi pioneira no mundo.
A importância da DDM em centenas de municípios brasileiros vai além do atendimento às mulheres vítimas de violência. As delegadas se tornaram, em muitos casos, porta-vozes das mulheres. Por meio de palestras e outras iniciativas, as titulares das DDMs estimulam as mulheres a denunciarem abusos. Mostram que elas têm voz e não podem se calar.






