Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Operação “O Clone” desmantela quadrilha que furtava e “clonava” caminhonetes de luxo; advogado foi preso

Polícia Civil prende 8 suspeitos, incluindo líder do grupo, advogado e servidor ligado ao Detran; esquema usava tecnologia para roubo.

Operação “O Clone” desmantela quadrilha que furtava e “clonava” caminhonetes de luxo; advogado foi preso

Polícia Civil prende 8 suspeitos, incluindo líder do grupo, advogado e servidor ligado ao Detran; esquema usava tecnologia para roubo em segundos

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Uma organização criminosa especializada em furto e clonagem de veículos de alto padrão foi alvo de uma megaoperação da Polícia Civil nesta terça-feira (data não informada). Batizada de Operação “O Clone”, a ação foi deflagrada por equipes da DIG/DEIC de Araçatuba, com apoio da DIG de Votuporanga, e resultou na prisão de oito pessoas. Os nomes não foram divulgados e o processo está em segredo de justiça.

O grupo é suspeito de furtar caminhonetes de luxo e transformá-las em “dublês perfeitos” após adulteração completa dos sinais identificadores.

Tecnologia para roubar em segundos

As investigações apontam que os crimes ocorreram entre outubro e novembro de 2025, quando três caminhonetes Nissan Frontier foram furtadas — duas em Araçatuba e uma em Votuporanga.

O método usado pelos criminosos chamou a atenção da polícia. Duplas monitoravam as vítimas e, no momento em que o motorista tentava travar o veículo, utilizavam um dispositivo eletrônico conhecido como Flipper Zero para capturar o sinal da chave.

Com isso, conseguiam destravar a caminhonete e dar partida em poucos segundos, sem levantar suspeitas.

“Fábrica” de veículos clonados em chácara

Após os furtos, os veículos eram levados para uma chácara em Birigui, onde passavam por um processo completo de adulteração.

Segundo a Polícia Civil, eram alterados itens como chassi, motor e vidros, fazendo com que os veículos se tornassem praticamente impossíveis de identificar como roubados.

O esquema contava ainda com a participação de um permissionário do Detran, responsável por acessar dados de veículos regulares e viabilizar o emplacamento dos carros adulterados.

Prisões em quatro cidades

Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Birigui, Buritama, Itaquaquecetuba e Poá.

Ao todo, oito pessoas foram presas:

  • O líder da organização criminosa

  • A esposa dele, responsável pelo financeiro

  • Dois executores dos furtos

  • Um advogado ligado ao esquema

  • Um permissionário do Detran

  • Um homem procurado por tráfico internacional de drogas

  • Uma mulher que dava apoio logístico

Apenas um suspeito segue foragido.

Apreensões e crimes investigados

A operação mobilizou 52 policiais civis e resultou na apreensão de três veículos — dois com sinais de adulteração — além de placas, celulares e computadores.

Segundo a Polícia Civil, o grupo poderá responder por crimes como furto qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo, organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção.

As penas somadas podem chegar a 30 anos de prisão.

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