Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Operação Prazo Final prende quatro investigados por extorsão, roubo, agiotagem e lavagem de dinheiro em Araçatuba

Polícia Civil cumpriu quatro mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão exclusivamente em Araçatuba; investigação também apura associação criminosa e apreendeu celulares, dinheiro e anotações relacionadas à agiotagem

Opeeração Prazo Final

Os quatro presos foram levados à Central de Polícía Judiciária de Araçatuba - crédito: Divulgação Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (14), a Operação “Prazo Final”, em Araçatuba, para cumprir medidas judiciais decorrentes de investigações que apuram a suposta prática de extorsões, roubos, associação criminosa, usura — prática popularmente conhecida como agiotagem — e lavagem de dinheiro.

A ação foi realizada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Araçatuba, vinculada ao Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-10).

A operação ocorreu exclusivamente em Araçatuba e terminou com a prisão dos quatro investigados que eram alvos de mandados de prisão temporária.

Quatro investigados presos

Segundo a Polícia Civil, a Operação Prazo Final é resultado de investigações conduzidas em dois inquéritos policiais.

A Justiça autorizou o cumprimento simultâneo de quatro mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão.

Todos os quatro investigados que eram alvos das ordens de prisão foram localizados e presos.

Por se tratar de prisões temporárias, as medidas possuem natureza cautelar e não representam condenação. As responsabilidades individuais ainda serão apuradas no decorrer das investigações.

36 policiais participaram da operação

Para o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil mobilizou 36 policiais civis do Deinter-10.

O efetivo foi dividido em nove equipes, cada uma composta por quatro policiais, permitindo que as diligências fossem realizadas simultaneamente durante a manhã.

A operação começou nas primeiras horas do dia.

Celulares e anotações de agiotagem são apreendidos

Durante o cumprimento dos nove mandados de busca, os investigadores apreenderam seis aparelhos celulares, aproximadamente R$ 350 em dinheiro e anotações que, segundo a Polícia Civil, estariam relacionadas à prática de agiotagem.

Os celulares e demais materiais serão analisados pelos investigadores e poderão auxiliar na obtenção de novas informações sobre os fatos apurados nos dois inquéritos.

O balanço divulgado pela Polícia Civil aponta quatro prisões temporárias, nove buscas realizadas, 36 policiais mobilizados, seis celulares, cerca de R$ 350 e anotações relacionadas à suposta prática de agiotagem apreendidos.

Investigação apura crimes graves

A Polícia Civil informa que os inquéritos que deram origem à Operação Prazo Final investigam suspeitas de extorsão, roubo, associação criminosa, usura e lavagem de dinheiro.

Até o momento, a corporação não divulgou detalhes sobre a dinâmica dos crimes investigados, número de vítimas, valores eventualmente envolvidos ou a participação atribuída individualmente a cada um dos quatro presos.

Também não foram divulgadas as identidades dos investigados.

Polícia procura eventuais outros envolvidos

Com o cumprimento dos mandados, a investigação entra agora em uma nova etapa.

A equipe da DIG deverá analisar os aparelhos celulares, documentos e anotações recolhidos durante as buscas. Segundo a Polícia Civil, as diligências continuarão para o completo esclarecimento dos fatos, individualização das condutas e identificação de eventuais outros envolvidos.

Os delegados responsáveis pela Operação Prazo Final, Igor Alberto Figueiredo e Flavio Soares Alves de Miranda, deverão conceder entrevista à imprensa nesta segunda-feira.

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