Ação da DEIC de Araçatuba cumpriu mandados em Goiás e no Paraná; investigação identificou pelo menos 21 vítimas em diversos estados brasileiros
ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA
A Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Araçatuba, vinculada ao DEINTER-10, deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação Proteus, com o objetivo de combater uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos contra idosos. A ação resultou na prisão de três suspeitos, incluindo o apontado líder do grupo, além da apreensão de centenas de chips de telefonia utilizados nos golpes.
Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba. As diligências ocorreram em Goiânia e Aparecida de Goiânia (GO), onde foram executados nove mandados, e em Foz do Iguaçu (PR), onde foi cumprida uma ordem judicial.
Ao todo, sete pessoas são investigadas pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Golpe começou com vítima em Araçatuba
A investigação teve início em março de 2025, após um idoso ser vítima de um golpe conhecido por explorar vínculos familiares e a confiança da vítima.
Segundo a Polícia Civil, o homem acreditou estar ajudando o próprio filho e acabou realizando depósitos e pagamentos de boletos que totalizaram aproximadamente R$ 29 mil em favor dos criminosos.
Com o avanço das apurações, os investigadores conseguiram identificar outros 20 crimes semelhantes praticados pelo mesmo grupo em diferentes estados brasileiros, ampliando o alcance da investigação.
Líder da organização foi preso
Durante a operação, os policiais prenderam três homens. Um deles foi identificado como o líder da organização criminosa.
Na residência do suspeito, foram apreendidos:
- 6 aparelhos celulares;
- 2 notebooks;
- 462 chips de telefonia já utilizados;
- 30 chips novos.
De acordo com a Polícia Civil, os chips eram empregados para a aplicação dos golpes e para dificultar o rastreamento das atividades criminosas.
Ainda segundo os investigadores, dois dos presos confessaram participação nos crimes durante os procedimentos policiais.
Prisões temporárias
Os três suspeitos foram submetidos a prisão temporária por cinco dias, prazo que poderá ser prorrogado por igual período mediante autorização judicial.
Após esse período, a Justiça poderá analisar pedido de conversão das prisões em preventivas, permitindo que os investigados permaneçam detidos durante o andamento do processo.
A Operação Proteus prossegue com a análise dos materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas e integrantes da organização criminosa.






