Terça-feira, 22 de setembro de 2026
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Operação Torneira mira PCC e esquema de lavagem de R$ 230 milhões; mandados são cumpridos em Araçatuba e outras 11 cidades

GAECO, Polícia Civil e Polícia Militar realizam ação contra tráfico interestadual de drogas e rede de empresas fantasmas usada para.

Operação Torneira mira PCC e esquema de lavagem de R$ 230 milhões; mandados são cumpridos em Araçatuba e outras 11 cidades

GAECO, Polícia Civil e Polícia Militar realizam ação contra tráfico interestadual de drogas e rede de empresas fantasmas usada para ocultar dinheiro do crime organizado

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da Polícia Civil e da Polícia Militar foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16) para combater o tráfico interestadual de drogas e um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Batizada de Operação Torneira, a ação cumpre 43 mandados de busca e apreensão em 12 cidades paulistas, entre elas Araçatuba, Birigui e Penápolis.

Também são alvos da operação os municípios de São Paulo, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Orlândia, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Investigação começou em Jundiaí

Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início após a identificação de um núcleo de traficantes ligados ao PCC que atuava na região de Jundiaí.

De acordo com os investigadores, os integrantes do grupo costumavam se reunir em uma área conhecida como “Torneira”, nome que acabou inspirando a operação.

A partir do monitoramento dos suspeitos, as autoridades descobriram uma estrutura financeira destinada a ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.

Empresas fantasmas e laranjas

As apurações revelaram a existência de diversas empresas de fachada utilizadas para movimentar recursos ilícitos por meio de um grupo de laranjas espalhados pelo interior paulista.

Segundo o GAECO, a rede criminosa possuía ramificações em diferentes regiões do Estado de São Paulo e era utilizada para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com atividades criminosas.

As movimentações financeiras identificadas durante a investigação somam aproximadamente R$ 230 milhões.

Diante dos indícios, o Ministério Público solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 20 milhões de cada empresa envolvida no esquema.

Forças especializadas participam da ação

A Operação Torneira mobiliza equipes especializadas das forças de segurança do Estado.

Participam da ação policiais da Força Tática dos 2º, 11º e 49º Batalhões de Polícia Militar do Interior, agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), equipes do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-10) e integrantes dos 1º, 9º, 10º e 11º Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Até o momento, as autoridades não divulgaram o balanço de prisões ou materiais apreendidos durante a operação.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pela organização criminosa.

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